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CEJUSC leva debate sobre acesso à justiça e autocomposição ao Senai de Rondonópolis

"Destacamos as vantagens da autocomposição como a celeridade na resolução do conflito social e que a busca pela paz social depende do esforço de todos nós”, enfatizou o juiz Wanderlei José dos Reis.

por Da Redação

25 de Junho de 2026, 08h48

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Divulgação

Em meio a conceitos, conselhos, informações, interações e muitas questões suscitadas e respondidas. Assim foi o encontro promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso com os alunos do SENAI de Rondonópolis (215 quilômetros da capital) na manhã de terça-feira (23), desde as 8h da manhã, em mais uma ação pioneira que visa a quebrar formalidades para falar diretamente com a nova geração de cidadãos e profissionais.

O auditório do SENAI de Rondonópolis ficou lotado em um encontro estratégico entre o Judiciário e centenas de estudantes do SENAI com idades entre 14 e 18 anos e vários professores, instrutores e coordenadores, em evento que faz parte das ações de descentralização do Cejusc local levando as políticas públicas judiciárias ao conhecimento da sociedade e buscando a adesão social a elas.

Em uma linguagem totalmente voltada para o público jovem, em forma de bate-papo, os mais de 200 espectadores acompanharam atentamente a ação conduzida pelo juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, que abordou conceitos de direitos humanos e fundamentais, exercício da cidadania e ferramentas para a resolução de problemas reais por meio da autocomposição, além do diálogo e das formas de prevenção de violência no ambiente escolar.

Para a plateia atenta e com cadeiras extras postas nos corredores do auditório lotado, a primeira parte do encontro trouxe a temática “Diálogos com as Juventudes e o Acesso à Justiça”, uma iniciativa inspirada nas diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para aproximar os jovens dos seus direitos fundamentais, trazendo-lhes noções de direito e de cidadania e de pleno acesso aos serviços judiciários.

Longe dos termos jurídicos complexos, o magistrado palestrante buscou traduzir como a estrutura do Judiciário funciona na prática e como os adolescentes podem exercer sua cidadania de forma ativa e simples acessando seus direitos fundamentais, seja na escola, na comunidade ou no início de suas trajetórias no mercado de trabalho, mencionando o papel do Poder Judiciário e dos órgãos públicos de apoio e proteção a eles, como polícias civil e militar, Conselho Tutelar, Defensoria Pública e Ministério Público.

Na sequência, o debate ganha outro enfoque com o tema “O Papel do Cejusc e da Autocomposição na Pacificação Social”, apresentando a mediação, a conciliação e o acordo como alternativas inteligentes e modernas de resolver conflitos sociais.

“Viemos focar no ensino de direitos fundamentais, na prevenção e na resolução de conflitos, mostrando sobretudo aos estudantes que resolver conflitos no grito ou na violência não é o caminho e que sentar-se à mesa, conversar e criar um acordo onde os dois lados ganham é sempre a melhor e mais moderna ferramenta que eles podem usar, inclusive por meio dos serviços que o Cejusc de Rondonópolis oferece. Destacamos as vantagens da autocomposição como a celeridade na resolução do conflito social e que a busca pela paz social depende do esforço de todos nós”, enfatizou o juiz Wanderlei José dos Reis.

A gerência da unidade do SENAI de Rondonópolis ficou muito agradecida pela iniciativa do Judiciário local e pontuou que a formação de profissionais exige, cada vez mais, a habilidade de dialogar e gerenciar conflitos, e que isso se torna um diferencial.

“A palestra do juiz Wanderlei José dos Reis fortaleceu em muito o diferencial da formação do SENAI de duas formas principais: ​Desenvolvimento de Soft Skills e Conciliação: Ao debater a autocomposição e a pacificação social, o evento ensina os jovens a resolverem conflitos por meio do diálogo e da mediação — competências comportamentais altamente valorizadas no mercado de trabalho.​Formação Cidadã Integral: O debate de hoje sobre o acesso das juventudes à Justiça expande o aprendizado para além do ensino técnico, preparando o estudante para exercer uma cidadania ativa e ética dentro e fora das indústrias. ​Em resumo, a palestra do Judiciário hoje ministrada aqui nesta manhã no SENAI agrega valor ao transformar a qualificação técnica em uma formação humana e cidadã completa”, disse a Gestora de Operações do SENAI de Rondonópolis, Paula Buono.

O professor Richar Macedo disse que o juiz Wanderlei Reis conseguiu transformar jovens com elevado grau de ansiedade e dispersão intelectual em bons ouvintes e também comentou a ação: “A palestra levou aos estudantes secundaristas ensinamentos preciosos, talvez para alguns um acalento nunca antes recebido numa mensagem reforçada reiteradamente de tempo em tempo pelo juiz palestrante: trabalhar e estudar. O exercício da cidadania começa com o conhecimento, mas só pode ser alcançado com o exercício consciente, essa importante mensagem foi transmitida hoje aqui. Como instrutor no SENAI pude perceber que a presença de uma autoridade jurídica altamente intelectualizada, chancelou os valores e habilidades necessárias para ascensão social e profissional.”.

Para os alunos Mateus Oliveira (16) e João Augusto (16), ambos estudantes de automação industrial, a palestra abriu os olhos para direitos que muitos nem sabiam que existiam. “Foi uma grande honra para nós. Esse é o nosso último ano aqui no SENAI e foi um grande privilégio ouvir os ensinamentos do juiz Wanderlei e conhecer melhor como funciona a Justiça e os nossos direitos. Queremos seguir os mesmos passos do juiz”, disseram entusiasmados.

“Ressaltamos que a autocomposição é a melhor forma de solução dos conflitos e deve ser tratada desde a adolescência para se mudar a cultura do litígio, por isso entendemos que esse encontro dessa manhã foi valiosíssimo para centenas de alunos”, completou o juiz coordenador.

O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Nupemec e do Cejusc de Rondonópolis, continua com uma agenda cheia para consolidar sua missão de dialogar com todos os setores da sociedade, apresentando a cultura da pacificação social e buscando o engajamento e adesão social e a mudança da cultura do litígio.