POLÍCIA CIVIL

GCCO avança em investigações que envolvem crime organizado

Em 2016, o GCCO atuou em 26 operações policiais, além de apoio a outras unidades e investigações paralelas

por GazetaMT

25 de Julho de 2016, 06h29

GCCO avança em investigações que envolvem crime organizado
GCCO avança em investigações que envolvem crime organizado

Com atuação direcionada a ocorrências que exigem ação técnica, específica e pontual, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Judiciária Civil obteve bons resultados nos últimos 12 meses em Mato Grosso.

Foram registradas reduções acentuadas em sequestros, explosões a caixas eletrônicos, extinção da modalidade 'novo cangaço' e desmantelamento de quadrilhas que agiam em recentes vertentes criminosas como roubos a bancos na modalidade "vapor" e subtração de defensivos agrícolas.

O GCCO é uma unidade especializada de atribuição estadual, que integra a Diretoria de Atividades Especiais (DAE). A unidade investigativa abarca o crime organizado, extorsão mediante sequestro e investigações especiais como roubos e furtos a instituições financeiras, de defensivos agrícolas, crimes cometidos com violência ou grave ameaça a policiais da região metropolitana, e crimes contra autoridades constituídas, especialmente às judiciárias.

Investigações / inquéritos

Em 2016, o GCCO atuou em 26 operações policiais, além de apoio a outras unidades e investigações paralelas. Anualmente, a Gerência conclui cerca de 80 inquéritos policiais de crimes complexos e, por conta disso, enfrenta um grau de dificuldade aumentada com maior esforço nos levantamentos e abordagens.

Novo cangaço / modalidade "vapor"

A modalidade criminosa denominada de "novo cangaço" - aquela em que quadrilhas fortemente armadas invadem agências bancárias em municípios do interior e enfrentam as instituições de Segurança Pública - está em extinção em Mato Grosso, explica o delegado Flavio Stringueta. Nos últimos 12 meses não houve nenhum registro.

"Apenas alguns casos foram registrados em 2016 da modalidade 'vapor' (nome relacionado à rapidez da ação), onde criminosos entram na agência bancária, rendem os vigilantes, pegam o dinheiro dos caixas o mais rápido possível e saem em no máximo 5 minutos, para escapar do cerco policial", esclarece.

Contudo, nas ações criminosas desta modalidade ocorridas em 2016, foram identificados e presos todos os criminosos, que integravam a "quadrilha do Cacá".

Defensivos agrícolas

Existe a suspeita que criminosos que atuavam na modalidade "novo cangaço" tenham migrado para roubos e furtos de defensivos agrícolas, que apresentou expansão de notificação nos últimos meses. "O lucro é maior, em apenas um furto foi levada carga avaliada em R$ 2 milhões. O risco de vida durante a ação criminosa é diminuído", explica o delegado titular.

Neste tipo de investigação, muitas vezes a Gerência conta com apoio das unidades da Polícia Civil do interior do Estado, que realizam os primeiros atendimentos. "O acionamento do GCCO é importante por possuir atribuição estadual e atuar de forma 'macro'. Por exemplo, quando é furtado / roubado uma carga na cidade de Lucas do Rio Verde, a quadrilha não atua apenas naquela cidade, mas, no mínimo em todo o médio-norte", avalia o delegado.

Neste ano, o GCCO comemora uma sensível redução nos crimes de roubo e furtos de defensivos agrícolas, com desarticulação de quadrilhas que atuavam no segmento. Desde o mês passado, por exemplo, não houve registro algum.

Em 2015/2016 somente o GCCO recuperou de forma direta mais de 10 milhões em defensivos agrícolas, somados a outros 11 milhões com atuação indireta da Gerência no interior do Estado, totalizando mais de 21 milhões do produto, recuperados em ações da Policia Civil no Estado de Mato Grosso.

Extorsão mediante sequestro / Falso sequestro

O crime de extorsão mediante sequestro, onde a vítima é levada para uma espécie de cativeiro está em desuso não apenas em Mato Grosso, mas em todo o Brasil, afirma Stringueta. A modalidade é frequentemente confundida com o "sequestro-relâmpago", onde os criminosos realizam saques rápidos restringindo a liberdade da vítima.