ATO NACIONAL
“Não há nada que ele tenha feito em benefício do povo”, diz MST sobre Maggi
Trabalhadores sem-terra seguem acampados na fazenda do ministro em Rondonópolis
25 de Julho de 2017, 10h17
"É de Mato Grosso, mas não dialoga. O mundo dele é outro", foi como resumiu à reportagem do GazetaMT a porta-voz dos trabalhadores sem-terra acampados na fazenda SM02, em Rondonópolis. A propriedade, bem como a referência nas aspas, pertence ao atual ministro da Agricultura Blairo Maggi. Cerca de 1 mil famílias do MST permanecem acampadas desde a manhã de hoje nas terras às margens da BR-163.
A reportagem ouviu a pauta, em cumprimento a Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária iniciada pelo MST em todo o Brasil -o movimento está presente em 24 Estados da Federação. A previsão é que o ato se estenda até o próximo dia 2 de agosto, data em que será votada no Congresso a aprovação ou não da denúncia contra o presidente da República Michel Temer -PMDB pelo crime de corrupção passiva. O chefe maior segue trocando votos por emendas parlamentares.
Na fazenda de Maggi, segue pacífico o movimento. Policiais militares fazem vigília, mas sem intervenção. A fazenda SM02 pertence ao grupo Amaggi, de propriedade do ministro. "(Blairo) Maggi contribuiu tão somente para o agronegócio. Hoje, como ministro, dialoga com a bancada ruralista e o MST não podia ter outro posicionamento. Maggi, desde os tempos de governador, nunca cumpriu um papel justo, deu privilegio para o agronegócio em detrimento a outros trabalhadores. O agronegócio não alimenta o povo brasileiro. Os trabalhadores do Brasil são os prejudicados", segue "Fia", a porta-voz. "Não há nada que este ministro ele tenha feito em benefício do povo mato-grossense, do povo brasileiro que tanto precisa", completa.
No Brasil
Além de fazenda de Blairo, o movimento ocupa áreas de Coronel Lima (amigo de Temer), em Duartina-SP, e do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, em Barra Mansa, Sul Fluminense (RJ). Há também ocupações no Sul e no Nordeste.
Manifestações acontecem no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão.






