contas públicas

José Medeiros defende proposta que limita os gastos públicos

"Dinheiro não dá em pé de árvore, é preciso ter um limite de gastos, destaca Medeiros

por GazetaMT

25 de Agosto de 2016, 05h00

José Medeiros defende proposta que limita os gastos públicos
José Medeiros defende proposta que limita os gastos públicos

O senador José Medeiros (PSD-MT) defendeu proposta do governo federal para limitar os gastos públicos. "Dinheiro não dá em pé de árvore. Então, é preciso ter um limite de gastos. O orçamento público não é diferente de um orçamento qualquer, porque ele depende de duas coisas muito básicas: da receita e da despesa", defendeu o parlamentar em pronunciamento, nesta quarta-feira (24.08).

José Medeiros se referia à Proposta de Emendas à Constituição (PEC 241/2016) elaborada pela equipe econômica do presidente interino Michel Temer, que limita o crescimento das despesas públicas de cada ano à inflação do ano anterior pelos próximos 20 anos. Pela proposta, os gastos com Previdência Social e com a folha de pagamentos da União (despesas que representam cerca de 75% dos gastos públicos) estão dentro da regra que prevê teto para gastos públicos. Gastos com saúde e educação também serão submetidos ao teto.

Para o senador mato-grossense, o presidente Michel Temer está apenas fazendo o ajuste das contas públicas, que sofreram com o excesso de gastos à época da presidente afastada Dilma Rousseff, por meio de programas justos, porém incompatíveis com o orçamento. "Nós precisamos obviamente saber: temos dinheiro? Se temos, o tamanho da festa será o tanto de dinheiro que tiver. Estamos num momento em que o Brasil precisa fritar o porco na própria banha. Nós não temos sobras, essa que é a grande realidade", destacou Medeiros.

Ele acrescentou ainda que o desarranjo dos gastos federais provocou a falência de diversas pequenas empresas contratadas para tocar as obras do Minha Casa, Minha Vida. "Muitas executaram as obras, mas não receberam pelo serviço", lamentou. O senador lembrou também que, no ano passado, a presidente afastada já havia diminuído em 87% os gastos com os programas sociais. "Eu vou repetir, porque o número não é pequeno: são 87% mesmo. Ninguém ouviu errado. Essa foi a diminuição desses programas e o corte nos programas sociais. E por quê? Porque faltou dinheiro. Abriu-se demais o leque, e não se conseguiu pagar", destacou.

José Medeiros destacou publicação do Jornal O Globo do mês de maio último, período que Michel Temer ainda não tinha assumido a presidência. "A matéria vai mostrando todos os programas que a presidente Dilma teve que cortar. O 'Crack é Preciso Vencer' teve uma queda de 49%; a 'Unidade Básica de Saúde' (UBS), 23% de corte; a 'Rede Cegonha', 23%; o Pronatec, 59%; o Programa de Reforma Agrária, 29%; o 'Brasil Carinhoso', 66%; construção de creches, 87%; Fies, 5%; Minha Casa Minha Vida, 74% e o Bolsa Família, 5,7%. Totalizando, a desidratação desses programas sociais em 87% em tudo", enumerou.

Assombrações - O senador criticou a "demonização" que o Partido dos Trabalhadores tem promovido. "Agora tentam demonizar. Até poucos dias, o Temer era o melhor vice-presidente do mundo. Por que, agora, de repente, não presta? Eu não votei no presidente Michel Temer. Quem votou foram eles. Agora, não presta. Delcídio Amaral era o melhor companheiro. De repente, desagradou e não presta. O próprio Delcídio disse uma grande verdade: 'nosso governo enterra os nossos mortos em covas rasas. E eles, eventualmente, saem do túmulo para nos assombrar'. Isso é o que está acontecendo. Não é a oposição. São as assombrações que estão assombrando o ex-governo do PT", afirmou.