METRALHADORA
Se dependesse do discurso, adversário de Zé não ficava em pé
25 de Agosto de 2016, 15h20
Ainda em 2012, o atual deputado estadual José Carlos do Pátio teve que se despedir mais cedo da Prefeitura de Rondonópolis. Era prefeito, mas foi cassado no episódio conhecido como o "caso das camisetas". Desde então, o assunto virou uma espécie de sombra perversa que persegue o agora novamente candidato ao Executivo municipal. Onde vai, Zé, meio que por obrigação, precisa soltar o verbo.
"Injustiça" é o que mais se ouve da boca do candidato. Por vezes, se disse um político perseguido em busca da reparação moral que -acredita ele- lhe é direito. E esta é somente a ponta da lança discursiva de um afinado deputado, já de olho vivo no debate.
Nesta semana, em nova entrevista à imprensa da capital, foi além ao dizer que suas obras pararam desde que seu posto fora tomado. "Não houve avanço algum", afirmou categórico o candidato.
A mesma frase, do Pátio repetiu quando lançou oficialmente sua campanha, frente às militâncias do Solidariedade de demais partidos que compõem sua aliança nesta corrida eleitoral (, PTB, PEN, PTN, PHS, PMN, Rede Sustentabilidade, PMB e PRTB). Entoado pelo cerimonialista, o discurso foi emendado pelo deputado e quase colou ao melhor estilo "chiclete". Zé continuou: "estamos compromissados em retomar tudo o que foi feito no meu mandato".
Desafios (ou seriam desaforos?) aos demais concorrentes, postos como nunca num mesmo balaio político. "O grupo deles" se refere Zé do Pátio sem fazer distinção das alianças adversárias. Sobra até para as demais instâncias políticas do Estado.
Tem para todo mundo. Simples assim.
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A 40 dias da eleição, a metralhadora Zé do Pátio segue mandando bala.