SUSPENSO
Governo do Estado corta pagamento de emendas parlamentares
25 de Agosto de 2016, 09h00
O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, confirmou a suspensão temporária das emendas parlamentares até novembro por conta da crise financeira que está atingindo o fluxo de caixa do governo.
"Os meses de setembro e outubro serão os mais difíceis para o governo do ponto de vista financeiro. Então, nesses dois meses nós vamos priorizar os salários dos servidores, saúde, segurança e educação. Essas serão a nossa prioridade. As emendas parlamentares nós não pagaremos nestes dois meses. Em novembro, retomamos o pagamento das emendas de acordo com o nosso caixa", disse Taques.
O secretário ainda explicou que deverá comunicar os parlamentares durante reunião prevista para acontecer na terça-feira (30) no Palácio Paiaguás.
"Nós vamos comunicar os deputados. Apresentarei também a proposta de reforma administrativa para ouvi-los e colher sugestões. Vou pedir para o nosso líder, deputado Dilmar Dal'Bosco, para marcar a reunião", explicou.
A suspensão das emendas trará uma economia de aproximadamente R$ 40 milhões para o governo.
Em junho o governo liberou R$ 25 milhões para as áreas de saúde, educação, cidade, cultura e infraestrutura.
As emendas parlamentares impositivas, aquelas que são obrigatórias o cumprimento pelo Governo do Estado, foram definidas em 1% da Receita Corrente Liquida (RCL) do ano anterior, no caso de 2015 para ter vigência em 2016.
As emendas, em 2016, são 1% da RCL de 2015, cerca de R$ 4,8 milhões por deputado.
Com informações Hipernotícias