VERGONHA NACIONAL
Silval mostra Pinheiro, Barreto e outros recebendo suposta propina
25 de Agosto de 2017, 07h54
A tal delação "monstruosa" do ex-governador de Mato Grosso Silva Barbosa -PMDB começa a surtir efeito. A classe política do Estado, enfim, parece ter se tocado de que, nas mãos do hoje delator, a casa pode ter caído.
Em vídeo, gravado, segundo o próprio Barbosa, na sala do ex-chefe de Gabinete Sílvio Corrêa, homem de confiança do peemedebista, políticos do Estado enchem malas, mochilas e até caixa de papelão com dinheiro, supostamente propina. Barbosa acusou pagamento de mensalinhos e outros caprichos para manter apoio durante seus anos frente ao Governo.
Foram mostrados no vídeo o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, os à época deputados estaduais Ezequiel Fonseca (PP) - hoje deputado federal, Jota Barreto (PR), Luciane Bezerra (PSB) - hoje prefeita de Juara, e Alexandre César (PT). As gravações estão nos autos da delação premiada homologada pelo STF.
Quando pegava sua parte do dinheiro de Emanuel chega a cair no chão e ele junta. Ainda existe a expectativa que outros parlamentares e ex-parlamentares que não apareceram na reportagem tenham sido filmados recebendo propina.
As gravações fazem parte dos 21 anexos da delação de Silval que foram homologados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. Em entrevista, o magistrado e disse se tratar do maior escândalo depois da Lava Jato.
Senadores
Outra parte do conteúdo da delação de Silval ataca diretamente os senadores Wellington Fagundes -PR, Cidinho Santos -PR e Blairo Maggi (hoje ministro). Pagamentos de proprina, desvios de dinheiro do programa MT Integrado e articulação para barrar a operação Ararath. Estes também já tem feito defesa, mesmo sem conhecimento exato do conteúdo da delação.
Outro lado
Ao jornal, Emanuel disse que não fez nada ilícito e que vai comprovar isso na justiça. Oscar Bezerra, deputado estadual e marido de Luciane, afirma que a esposa recebeu dinheiro para quitar dívidas de campanha. O advogado de Silvio Correa disse que não poderia comentar, pois a delação está sob sigilo. Os demais citados não foram localizados.