FALSO NEGATIVO

MPDF e Goeco deflagram operação contra fraude em teste da covid-19

Foram expedidos 44 mandados de busca e apreensão e sete de prisão. Entre detidos estão integrantes da cúpula da secretária de saúde do DF.

por GazetaMT

25 de Agosto de 2020, 08h07

Imagem: Reprodução / G1
Imagem: Reprodução / G1

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram na manhã desta terça-feira (25), à segunda fase da Operação Falso Negativo, investiga fraudes em licitações para compra de testes para detectar a presença de coronavírus.

Desarticulada em Brasília (DF), a operação cumpre 44 mandados de busca e apreensão e sete de prisão nos estados de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

Segundo informações preliminares, o mandado cumprido em Cuiabá aconteceu em um escritório, localizado na Avenida do CPA. No então, não há informações de quem seria o alvo.

No Distrito Federal, secretário de saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, foi preso preventivamente. Além dele, ex-secretário adjunto de Assistência à Saúde do DF, Ricardo Tavares Mendes; subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage Carmo; secretário adjunto de Gestão em Saúde, Eduardo Seara Machado Pojo do Rego; diretor do Laboratório Central do DF, Jorge Antônio Chamon Júnior e o assessor especial da Secretaria de Saúde, Ramon Santana Lopes Azevedo.

O MPDF afirmou que o objetivo da operação é desmantelar uma suposta organização criminosa instalada dentro da Secretaria de Saúde do DF para fraudar a escolha de fornecedores e superfaturar a compra dos testes, feita com dispensa de licitação.

Os investigadores afirmam que o prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 18 milhões.

Além disso, as investigações apontaram a baixa qualidade dos testes, que podem dar falso resultado negativo. (Com informações G1)