Depois de série de baixaria, Ananias assume a liderança no quesito ‘rejeição’
25 de Setembro de 2012, 16h51
Tem gente que não gosta das 'previsões' feitas aqui na coluna. Mas, para desespero destes, a realidade tem demonstrado que quase sempre temos razão.
A nova pesquisa do instituto Gazeta Dados, divulgada nesta terça feira, confirma isso. Há alguns dias temos alertado aqui para o 'efeito colateral' a que estão sujeitos os candidatos que optam pela baixaria ao invés de discutir propostas. O pessoal da coligação "Todos Por Rondonópolis" não acreditou e o castigo veio a galope.
Além de despencar nas intenções de voto, o candidato a prefeito da coligação, Ananias Filho (PR), viu sua rejeição explodir. Na primeira pesquisa feita pelo instituto, Ananias era rejeitado por apenas 9% dos eleitores, mas, depois de partir para a baixaria, o índice de rondonopolitanos que não votaria nele de forma alguma subiu para 23% - superando inclusive Juca Lemos (PT) que tem agora 21% neste quesito.
Até onde se sabe a decisão de esquecer as propostas e partir para o ataque baixo foi tomada pelos 'padrinhos' de Ananias (Wellington, Bezerra e Blairo - nesta ordem). O objetivo não seria angariar votos, mas simplesmente destilar o veneno contra o candidato adversário que lidera as pesquisas até aqui.
A análise faz sentido, já que as últimas peças feitas pela equipe de marketing sequer mostram o número de Ananias ou pedem voto para o candidato. Limitam-se a atacar e caluniar, dando a impressão de que a candidatura não passa de um pretexto.
Mas, como vimos, a decisão de usar Ananias como 'bucha de canhão' tem mostrado-se desastrosa para o atual prefeito. Resta saber até quando ele aceitará essa condição vexatória - pois corre o risco de cair ainda mais e terminar a campanha bem menor do que era quando entrou na disputa.