Efeito Cachoeira

Pagot é notificado pela Procuradoria Geral da República por meio de carta-crime

Na carta consta que Pagot foi autor de concussão, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e improbidade administrativa

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

25 de Setembro de 2012, 10h13

Pagot é notificado pela Procuradoria Geral da República por meio de carta-crime
Pagot é notificado pela Procuradoria Geral da República por meio de carta-crime

Foi encaminhado em primeira instância a notícia-crime apresentada pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) contra o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Luiz Antônio Pagot. A notícia-crime foi encaminhada pela Procuradoria Geral da República. 

Consta nela que Pagot foi autor de concussão, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e improbidade administrativa. Essas acusações foram construídas e baseadas após o depoimento do ex-Dnit à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do caso Cachoeira, em agosto deste ano. 

Agora, a notícia-crime foi anexada junto com a representação feita por Pedro Taques, onde os dois acabam abordando as mesmas questões, tal como a relação entre a construtora Delta, o Dnit, Carlos Cachoeira e afins. Como não tem foro privilegiado, Pagot será investigado pelo Ministério Público Federal. 

O MPF declarou que uma investigação está em andamento, com um conjunto de documentos para apurar os fatos e adoções de medidas. Um inquérito policial foi descartado nessa fase.