Aumento de imposto

Zé do Pátio quer aumentar IPTU em até 80% na cidade

O projeto ainda tramitará pelas comissões do Legislativo antes de ir à votação, mas já enfrenta forte resistência entre os vereadores

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25 de Setembro de 2019, 07h27

Zé do Pátio quer aumentar IPTU em até 80% na cidade
Zé do Pátio quer aumentar IPTU em até 80% na cidade

O prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), enviou um projeto de lei para a Câmara Municipal em que propõe um aumento no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) que pode chegar a mais de 80% em alguns casos. O projeto ainda tramitará pelas comissões do Legislativo antes de ir à votação, mas já enfrenta forte resistência entre os vereadores.

"Não é momento de pensar em aumentar IPTU. Eu sou contra...a cidade não pode andar na contramão da economia", afirmou o vereador Rodrigo da Zaeli, que já se posicionou contra o aumento no IPTU O projeto de lei 20/2019, de autoria do Executivo municipal, propõe uma readequação tributária, aumentando o valor venal dos imóveis da cidade, o que na prática significará o aumento dos valores dos IPTUs de cada terreno ou residência. Em alguns casos, o aumento fica em torno de 10%, mas há regiões inteiras onde esse aumento será de mais de 80%, o que elevará o imposto em cerca de 30% em toda a cidade.

Um dos primeiros a se manifestar contra a proposta foi o vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB), que usou suas mídias sociais para denunciar a proposta de aumento do IPTU. "O momento (de aumentar impostos) não é esse. Nós estamos tentando sair de uma crise nacional, com os imóveis em Rondonópolis se desvalorizando, não conseguimos capitalizar na hora da venda dos imóveis. Então, não é momento de pensar em aumentar IPTU. Eu sou contra...a cidade não pode andar na contramão da economia e de tudo o que está acontecendo no país", afirmou.

 O projeto de lei que aumenta o IPTU foi protocolado na Câmara no último dia 10, mas somente ontem (24) foi lido na Ordem do Dia e apresentado ao coletivo dos vereadores. Ele agora tramitará nas comissões da Câmara antes de ir à votação, sendo necessário ser aprovado em duas votações por dois terços dos vereadores.