MORTE EM CONDOMÍNIO DE LUXO

Desentendimento entre vigilante e atendente de portaria pode ter motivado execução em Rondonópolis

Renecléia Aparecida Bispo, 41 anos foi assassinada a tiros na tarde de terça-feira (24), no condomínio Village do Cerrado.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

25 de Setembro de 2019, 08h30

Desentendimento entre vigilante e atendente de portaria pode ter motivado execução em Rondonópolis
Desentendimento entre vigilante e atendente de portaria pode ter motivado execução em Rondonópolis

Um desentendimento entre o vigilante Bruno de Lima Pereira, 27 anos e a atendente de portaria Renecléia Aparecida Bispo, 41 anos pode ter sido o motivo que levou ao assassinado da mulher na tarde de terça-feira (24), em Rondonópolis.

O crime aconteceu por volta das 16h, nas dependências do condomínio Village do Cerrado.

Uma testemunha - que preferiu não se identificar -, contou ao GazetaMT que o suspeito chegou para trabalhar ontem bem estranho e teria se desentendido com a vítima.  

“Ele chegou bem sério para trabalhar, não cumprimentou ninguém e foi direto pra portaria. Ele se aproximou da Renicléia, e perguntou se ela tinha alguma coisa contra ele, ela chegou a responder que não, ele voltou a repetir a pergunta pra ela e, ela continuou respondendo que não, foi quando eu ouvi o primeiro tiro”, contou.

A testemunha disse que estava ao lado da vítima, dentro da portaria, quando aconteceu o crime.

“Eu estava atendendo um morador quando eu ouvi o tiro, eu consegui sair correndo e, em seguida ouvi mais cinco disparos. Depois ele saiu, pegou a moto e fugiu”, afirmou trabalhador.

Renicléia teria sido alvejada por pelo menos seis disparos de arma de fogo. A vítima chegou a ser socorrida com vida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu a caminho do hospital.

A Polícia Militar juntamente com a Polícia Judiciária Civil realizam buscas em uma região de mata pertencente a Aldeia Tadarimana com intuito de capturar o suspeito.

Comportamento estranho

Ainda conforme a testemunha, Bruno Lima vinha apresentado um comportamento estranho e até mesmo agressivo diante dos outros trabalhadores do condomínio.

“Tem pouco tempo que trabalho ali, mas já deu para perceber que ele (Bruno) não é normal. Já me contaram que ele já apontou a arma pelo menos três vezes, para outros porteiros lá e já quebrou um copo de vidro na própria mão”, afirmou.

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