APÓS PRISÃO EM FLAGRANTE

Governador exonera secretário adjunto da Casa Civil acusado de corrupção

O servidor foi flagrado na noite de quinta-feira (24), pelo Gaeco com a quantia de R$ 20 mil, que seria proveniente de uma propina recebida por favorecer empresa em processo licitatório.

por Daffiny Delgado, de Cuiabá

25 de Setembro de 2020, 09h19

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O Governador Mauro Mendes (DEM) exonerou do cargo o secretário adjunto de administração sistêmica da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira, que foi preso na noite de quinta-feira (24), por crime de corrupção.

Por meio de nota, o chefe do Executivo Estadual informou que a exoneração será publicada no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira (25).

"O servidor que exercia a função de Secretário Adjunto Sistêmico, da Casa Civil, já foi demitido do cargo, na noite de quinta-feira, assim que chegou ao conhecimento do Governo de Mato Grosso a prisão. A demissão será publicada no Diário Oficial desta sexta-feira", diz trecho de nota.

O flagrante foi realizado por uma equipe do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco-MT), após o recebimento de diversas denúncias.

De acordo com o Gaeco, durante uma diligência o servidor foi flagrado com a quantia de R$ 20 mil, que seria proveniente de uma propina recebida por favorecer empresa em processo licitatório.

O dinheiro teria sido recebido momentos antes da prisão, dentro da Casa Civil.

Ainda conforme nota, Mendes afirmou que não compactua com qualquer tipo de prática criminosa em as gestão.

"O Governo reitera que não coaduna com qualquer prática de crime e que atua fortemente no combate à corrupção. Toda denúncia de possível irregularidade terá sempre o respaldo do Governo para sua investigação, esclarecimento e o apoio à punição severa de qualquer servidor ou cidadão envolvido em corrupção", finalizou nota.