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Após ingressar no PSB, Rede de Marina Silva retoma projeto de criação de partido

Congelado desde outubro de 2013, quando Marina anunciou sua filiação e de militantes de seu grupo ao PSB, o processo será retomado

por GazetaMT

26 de Janeiro de 2014, 17h04

Após ingressar no PSB, Rede de Marina Silva retoma projeto de criação de partido
Após ingressar no PSB, Rede de Marina Silva retoma projeto de criação de partido

No momento em que a Rede Sustentabilidade da ex-ministra Marina Silva vive um clima de acirramento na relação com o PSB do governador Eduardo Campos nos dois maiores colégios eleitorais do País, São Paulo e Minas Gerais, o grupo dos "marineiros" decidiu retomar a coleta de assinaturas para tirar a legenda da "clandestinidade" e ampliar os limites do projeto. Congelado desde outubro de 2013, quando Marina anunciou sua filiação e de militantes de seu grupo ao PSB, o processo só agora está sendo retomado.

O objetivo é coletar e validar mais 40 mil assinaturas para que a Rede atinja a marca das 492 mil exigida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só depois disso a agremiação passará a existir legalmente. Em paralelo, a estratégia é tentar eleger em outubro uma bancada ideológica de parlamentares pelo PSB para depois pedir o registro oficial da legenda.

Além do PSB, alguns "filiados" da Rede estão espalhados em outros partidos como o PPS, PDT e PROS. Segundo Bazileu Margarido, membro da executiva nacional, o grupo deve lançar oito candidatos a cargos majoritários - quatro ao Senado e quatro ao governo estadual.

Enquanto isso não acontece, porém, a Rede opera de forma precária e praticamente sem nenhuma sintonia nos Estados com os "parceiros" da sigla de Campos. A estrutura da Rede em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, é espartana. Embora tenha alugado recentemente uma sala na Rua da Glória, no bairro da Liberdade, para funcionar como sede, o "partido" ainda não sabe como pagará os aluguéis. Só no plano nacional o grupo conseguiu registrar o CNPJ por meio de liminar. "Estamos agora regularizando a nossa situação bancária", diz Bazileu.

Ele revela que os militantes serão convidados a contribuir. Os detentores de mandato, pelo estatuto, são obrigados a doar 5% do salário.

Com informações da Agência Estado