REFORÇO

Candidatura de Medeiros no Senado ganha apoio de Magno Malta

Corrida à presidência segue até dia 31 de janeiro. Eleição ocorre dia 1

por Robson Morais

26 de Janeiro de 2017, 07h55

Candidatura de Medeiros no Senado ganha apoio de Magno Malta
Candidatura de Medeiros no Senado ganha apoio de Magno Malta

Nesta semana, o senador evangélico Magno Malta (PR-ES) declarou apoio público à candidatura de José Medeiros na corrida pela presidência do Senado. O mato-grossense disputa o cargo com o senador Eunício de Oliveira (PMDB -CE), favorito pelo peso da bancada, partido e aval do Palácio do Planalto.

Ao longo deste, a reportagem do GazetaMT tem acompanhado os passos de Medeiros em campanha. A eleição do novo presidente ocorre no próximo dia 1 de fevereiro.

Em entrevista recente, Medeiros disse não temer "tiro" no pé político, nem mesmo em caso de recusa do PSD -seu partido- à candidatura. Obteve em Brasília a garantia do presidente Michel Temer, do qual é vice líder de governo no Senado, de imparcialidade quanto às influências. Segue atualmente na fase de bater na porta dos colegas de Senado por meio de carta oficial apresentando suas propostas. 

O fôlego de Medeiros anima parte do Senado hoje insatisfeita com os modos pemedebistas, legado do atual presidente Renan Calheiros (PMDB-AL).  "Penso que José Medeiros é um senador jovem que cresceu e amadureceu muito durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff.  Está em sintonia com a vontade das ruas e não foge do debate. Essa ousadia chama minha atenção. Por isso, conquistou meu voto", declarou Magno Malta.

Pedindo votos

Oitenta senadores receberam de Medeiros a carta que anuncia José Medeiros como candidato. O documento de 5 páginas apresenta análise da atual conjuntura, defende o fortalecimento das instituições e o debate de ideias com a sociedade. "Candidato-me à Presidência da Casa por entender que, na política, a unidade não se coreografa nos bastidores, mas se apresenta, pública e abertamente, como produto do debate de ideias", registrou.

Na carta, também garante que não fará uso da "pobreza do discurso meramente acusatório", o que considera postura "reducionista" e não adequada aos "representantes do Povo".

Entre as propostas apresentadas estão redução das despesas do Senado, reforma do Regimento Interno e fim do chamado casuísmo nas pautas de votação e democratização das relatorias garantindo a definição por sorteio.