Rompimento de Serys com PT reforça tese da decadência dos partidos políticos
26 de Outubro de 2012, 08h31
A ex-senadora Serys Slhessarenko oficializou ontem (25) sua saída do Partido dos Trabalhadores após 23 anos de militância na legenda. Como já era esperado, ela saiu atirando nos dirigentes petistas. Os alvos principais foram o ex-deputado federal Carlos Abicalil e o ex-deputado estadual Alexandre César - que detém hoje as 'rédeas' do PT em Mato Grosso.
Serys não poupou críticas. Disse que foi traída pelos dois dirigentes, reclamou da falta de espaço e acusou os petistas mato-grossenses de não gostarem de mulheres. Ela disse ainda que não definiu seu destino político, mas antecipou que votará em Mauro Mendes (PSB) para prefeito de Cuiabá no próximo domingo.
A resposta da direção do PT veio em entrevistas concedidas pelo presidente regional do partido, William Sampaio. Para ele, a saída de Serys representou 'um problema a menos' e não afetará o desempenho do partido no segundo turno das eleições em Cuiabá.
As declarações de William Sampaio soaram deselegantes e, em boa parte, confirmam a suposta ojeriza à participação feminina denunciada por Serys.
Mas, o fato é que o desfecho desta história é triste e, de certo modo, é mais um exemplo da decadência política e ideológica que acomete nossos partidos políticos.
É por estas e outras que cada dia é menor o número de pessoas dispostas a dedicar se a militância partidária.