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Procurador diz ao TSE que Veja descumpre direito de resposta

Ele afirma que a a revista Veja descumpre a decisão de direito de resposta concedida à presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff

por GazetaMT

26 de Outubro de 2014, 16h13

Procurador diz ao TSE que Veja descumpre direito de resposta
Procurador diz ao TSE que Veja descumpre direito de resposta

O vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, entrou neste domingo, 26, com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na qual afirma que a revista Veja descumpre a decisão de direito de resposta concedida à presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff.

O ofício, endereçado ao ministro relator Admar Gonzaga, afirma que o site da publicação deve equiparar o destaque da nota ao que foi dado à capa da última edição, além de desvincular um texto que critica a decisão judicial. A Veja atendeu aos pedidos após a manifestação do procurador.

O TSE tomou decisão por conta de um pedido foi feito pelo PT após a publicação de reportagem em que o doleiro preso Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato, em que a  revista afirma que o doleiro teria dito em depoimento que o Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia do esquema de desvio de dinheiro público da Petrobras.

Para Aragão, a revista age com menosprezo ao divulgar um texto que questiona a autoridade do relator, que concedeu o direito de resposta em decisão liminar. A revista lembrou, em um texto relacionado à nota da campanha de Dilma, que o magistrado foi advogado da equipe da petista em 2010.

"A medida adotada pela representada traduz inequívoco descumprimento de decisão judicial, temperada de ingrediente de escárnio e menosprezo à autoridade da decisão emanada deste Tribunal Superior Eleitoral, o que desafia medidas mais rigorosas e enérgicas com vistas ao seu efetivo cumprimento", diz a representação.

 

Aragão pede ao TSE para que a Veja seja notificada para o cumprimento imediato da decisão. Caso contrário, o procurador pede o pagamento de R$ 500 mil por hora. Ele também solicitou a imediata retirada do link "Resposta do direito", inserido na página dedicada ao direito de resposta.

Com informações do portal Terra