Frigoríficos
Representantes do MAPA e do INDEA são ouvidos por membros da CPI
As testemunhas apresentaram aos membros da CPI algumas dificuldades enfrentadas pelos órgãos com relação às plantas frigoríficas do estado
26 de Outubro de 2016, 14h14
Nesta terça-feira (25), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Frigoríficos, ouviu o Superintendente Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária de Abastecimento de Mato Grosso, José de Assis Guaresqui e o representante do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA), Guilherme Linares Nolasco. Foi destaque, além da questão da declaração real do número de bovinos nas propriedades, o número de agentes fiscalizadores disponíveis e ainda a questão do término do Termo de Cooperação entre o governo federal e estadual responsáveis pela fiscalização das plantas frigoríficas que dependem do Serviço de Inspeção Federal (S.I.F).
Segundo o presidente do INDEA, o estado está dentro do nível exigido de amostragem que é de 2%. “As informações que nós recebemos são por meio das declarações entregues pelos produtores, a maioria delas realizadas no período de vacinação, porém, existem suspeitas que alguns produtores não declaram o número real, é possível que o número ultrapasse o total estimado de 29.243.548 (29 milhões 243 mil e 548) animais, mas, estamos tomando medidas para que possamos chegar mais próximos possível do número real”, ressaltou Guilherme.
O presidente do INDEA ainda destacou, o papel da CPI como peça importante para o desenvolvimento no setor dos frigoríficos em Mato Grosso.
“Esta comissão iniciou com intuito de investigar, mas tem demonstrado resultados que irão mudar o contexto do setor dos frigoríficos em Mato Grosso, como as propostas de políticas públicas, a possibilidade de reabertura e oferta de novas indústrias, e ainda, a possibilidade de inserir o pequeno produtor ao segmento”, afirmou Guilherme.
De acordo com dados do MAPA, atualmente 35 agentes atendem o Serviço de Inspeção federal o número está abaixo ideal com relação aos estabelecimentos de abate de bovinos sendo 25 ativos e 40 do Serviço de Inspeção Estadual (S.I.E). Ainda mais crítica é a ameaça quanto ao término do contrato dos agentes fiscalizadores amparados por meio de convênio entre prefeituras, Governo do Estado e Governo Federal, que corre o risco de ser encerrado em 31 de dezembro de 2016 sem direito à renovação. A consequência para Mato Grosso é a perda dos fiscais que atuam em parte das indústrias frigoríficas.
De acordo com o superintendente do MAPA, em Mato Grosso a fiscalização é realizada por meio de um convênio que mantém contratos temporários, porém, uma Ação Cível Pública determinou que os convênios sejam finalizados até 31 de dezembro de 2016, com o risco de não renovação.
“Por enquanto não fomos afetados e trabalhamos normalmente com as inspeções nos estabelecimentos, porém, essa é uma situação que temos que compartilhar com esta CPI. O Ministério da Agricultura tem buscado medidas para que a situação não se agrave no próximo ano. Temos profissionais concursados para serem chamados, e o MAPA trabalha para buscar soluções para viabilizar a fiscalização diária por meio do termo de cooperação e deixar os fiscais do ministério com as vistorias”, explicou Guaresqui.
Para o presidente da CPI dos Frigoríficos, deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, a colaboração dos órgãos INDEA e MAPA é fundamental para os trabalhos da comissão. “Os representantes dos órgãos que ouvimos atuam diretamente no segmento dos frigoríficos. Hoje por exemplo tivemos conhecimento de suspeitas que alguns pecuaristas não declaram o número real do rebanho, outra questão que foi esclarecida, é a situação do número de agentes fiscalizadores no estado, acredito que podemos colaborar para encontrarmos uma saída para solucionar a questão, e possibilitar a permanência e reabertura das plantas frigoríficas em Mato Grosso’, concluiu o parlamentar.