conjecturas
Com PF investigando Julier, nome de Lúdio ganha força no PT
O juiz federal é acusado de fazer parte de um esquema de crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro
26 de Novembro de 2013, 15h17

Com o juiz federal Julier Sebastião sob o alvo da Operação Ararath, da Polícia Federal, que investiga crimes contra o sistema financeiro, o nome do ex-vereador e ex-candidato a prefeito de Cuiabá, Lúdio Cabral, ganha força nas hostes petistas para a disputa do cargo de governador no ano que vem. O juiz federal é acusado de fazer parte de um esquema de crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro por meio de factorings de fachada e, mesmo que consiga comprovar sua inocência, o seu nome pode ficar manchado indelevelmente.
Combativo em sua atuação, tendo ganhado destaque nacional com ações como a que obrigou cidadãos americanos que quisessem entrar no Brasil a deixar suas impressões digitais e serem fotografados nos aeroportos, em retaliação a uma ação semelhante dos americanos contra brasileiros, Julier é o típico político que é 'refém' do seu discurso, ou seja, cultiva a retidão e o combate aos erros alheios para basear sua atuação.
Nesses casos, dizem os bons entendedores da política, qualquer mácula em sua história seria suficiente para tirá-lo do páreo para a sucessão estadual. Ou seja: ainda que seja completamente inocente de participar do esquema investigado pela PF, após ter seu escritório de trabalho e sua residência devassada pelos policiais, que procuravam prova do envolvimento do magistrado nos crimes investigados, Julier dificilmente recuperará a 'lisura' de seu nome, a ponto de ter que deixar de lado suas pretensões políticas, ao menos por enquanto.
Com a possível desistência de Julier, o PT e seus aliados, mormente o PMDB do governador Silval Barbosa, se vêm na eminência de acionar o seu 'plano B' e apostar suas fichas no médico Lúdio Cabral, que mineiramente, tem dito aos quatro ventos que 'está preparado' para a disputa.
Integrante do rol de partidos que ajudaram a eleger Silval e ocupando atualmente a secretaria estadual de Educação, o PT deve ser o partido que indicará o nome do candidato do grupo para disputa que se avizinha, já que tanto o PR quanto o PMDB, os outros dois grandes partidos da coalizão governista, já estiveram frente ao governo, com Blairo Maggi e Silval, respectivamente.