Imoral
Presidente da Câmara aumenta verba e libera passagens aéreas para cônjuges de deputados
26 de Fevereiro de 2015, 10h57
Em um momento delicado para a classe política, em que pipocam protestos e denúncias de corrupção por todo o país, o presidente da Câmara Federal, o deputado carioca Eduardo Cunha (PMDB), resolveu 'reajustar' diversas verbas parlamentares, incluindo a de gabinete, que passa de R$ 78 mil para R$ 92.053,00 mensais. O auxílio-moradia dos parlamentares subiu de R$ 3,8 mil para R$ 4,2 mil.
A verba indenizatória, valor concedido aos deputados para a manutenção de seus gabinetes, teve reajuste de 8%, passando de R$ 27.977,26 para R$ 30.215,44 no caso do Distrito Federal. Já os deputados de Roraima, estado mais distante de Brasília, passará de R$ 41.612,80 para R$ 44.941,62.
Mas a decisão de Cunha que tem repercutido, negativamente, diga-se de passagem, é o restabelecimento da regra que permite que cônjuges de deputados e deputadas possam usar dinheiro da Câmara, ou seja, do povo, para adquirir passagens aéreas para voarem entre Brasília e seus estados de origem.
À imprensa, Cunha justificou os aumentos dizendo se tratar apenas de uma 'correção de valores' e que os aumentos teriam sido uma promessa de campanha de quando disputou a presidência da Câmara.
Para cumprir suas promessas, o novo presidente da Câmara Federal vai torrar R$ 151 milhões por ano do suado dinheiro arrecadado com impostos dos trabalhadores. A medida pode estar eivada de legalidade, já que é uma medida administrativa aprovada por toda a Mesa Diretora da Casa de Leis, mas venhamos e convenhamos, ela é no mínimo imoral...
Pegou mal deputado, muito mal, para a imagem do político brasileiro, que cada vez mais se afasta do povo. Lamentável...