Impasse

Governo sinaliza com acordo, mas caminhoneiros endurecem greve

por GazetaMT

26 de Fevereiro de 2015, 10h10

Governo sinaliza com acordo, mas caminhoneiros endurecem greve
Governo sinaliza com acordo, mas caminhoneiros endurecem greve

Os caminhoneiros continuam trancando várias rodovias em pelo menos 4 estados brasileiros e parecem não estarem dispostos a acatar a decisão das entidades nacionais que representam os empresários e trabalhadores do setor, que decidiram aceitar os termos propostos pelo Governo Federal e suspender a paralisação das rodovias.

No acordo, o governo se compromete a aprovar a nova versão da Lei dos Caminhoneiros, não reajustar o preço do diesel nos próximos seis meses e facilitar o financiamento de caminhões, perdoar multas aplicadas nos últimos 2 anos contra caminhoneiros por excesso de peso, a isenção de pagamento de pedágio para o eixo suspenso de caminhões vazios, carência de 1 ano para pagamento das parcelas de financiamento de caminhões e a elaboração de tabela referencial de fretes, com intermediação do Ministério dos Transportes, entre outros pontos.

Apesar dos avanços conquistados, parece que os caminhoneiros não estão dispostos a ceder e liberar as rodovias, insistindo na reivindicação de diminuição do valor do diesel e aumento nos valores dos fretes, ao que o governo já respondeu que não tem como atender.

O Buxixo entende que são justas as reivindicações dos caminhoneiros, mas é preciso que a categoria denomine representantes e tenha a capacidade de negociar e recuar em caso de demonstração de boa vontade do governo, sob risco de manter as nossas rodovias interditadas indefinidamente e sem ter uma pauta passível de ser atendida, já que o ponto mais nevrálgico da sua pauta, o aumento do preço do frete, não é da alçada de nenhum governo e portanto está fora das condições deles atenderem a reivindicação.

Enquanto os caminhoneiros permanecem bloqueando as rodovias federais, em várias cidades já começa a haver escassez de alimentos e combustíveis, o que pode impedir a colheita da soja plantada em várias cidades, provocando prejuízos de grande monta para os agricultores e para a população.

Vamos acompanhar e continuar apoiando os trabalhadores, mas esperamos que os mesmos não percam de vista o bom senso e não se deixem dominar pelo rancor e sentimentos revanchistas...