Água

Sanear espera resolver em três meses problema que impede entrega de quase mil casas populares

Investimento na ETA e perfuração de poços devem solucionar problema da falta de água; Câmara promete mais rigor em futuros residenciais

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26 de Março de 2013, 16h43

Sanear espera resolver em três meses problema que impede entrega de quase mil casas populares
Sanear espera resolver em três meses problema que impede entrega de quase mil casas populares

Casas do Residencial André Maggi estão prontas há mais de dois anosAs 999 famílias que aguardam a liberação das casas dos residenciais André Maggi (500 unidades) e João Antonio Fagundes (499) precisarão aguardar pelo menos mais três meses para realizarem o sonho. Este é o prazo 'otimista' estabelecido pelas autoridades municipais e informado na manhã desta terça-feira (26), durante visita organizada pela Câmara Municipal aos conjuntos habitacionais. Neste período o Sanear espera resolver o problema do abastecimento de água, que seria o principal entrave à entrega das moradias.

A visita de hoje contou com a participação de quase todos os vereadores e também do presidente do Sanear, Themis de Oliveira, e do secretário de Habitação, Ildo Rodrigues. O diretor do Sanear explicou que a garantia de abastecimento para os dois bairros depende da conclusão das obras da Estação de Tratamento de Água (ETA) e também da perfuração de poços artesianos. A ETA  deve ficar pronta em 60 dias e os poços, que já estão com os recursos assegurados, dependem apenas da finalização de trâmites burocráticos para serem construídos.

"Infelizmente as gestões anteriores não fizeram o dimensionamento correto da demanda, gerando essa situação. Estamos fazendo todo o esforço e, se tudo der certo, em três meses concluiremos os investimentos para sanar o problema", disse Thêmis.

Com relação a rua A, que teve a obra de pavimentação considerada irregular pelo Tribunal de Contas, a informação é de que os recursos para refazer o serviço - que deverá ser iniciado nas próximas semanas. "Esse problema não é mais obstáculo. A única pendência agora é mesmo a questão do abastecimento de água", disse o secretário de Habitação, Ildo Rodrigues.

Cadastro mantido
Durante a conversa com os vereadores o secretário de Habitação reafirmou também que a Prefeitura manterá o cadastro das famílias já selecionadas para o residencial André Maggi. Conforme ele, dos 500 inscritos, 35 já receberam casas em outros lugares, sete se mudaram de Rondonópolis e quatro já faleceram. Eles serão substituídos pelas famílias que integram o cadastro reserva, com 100 nomes.

Ildo Rodrigues disse também que, em parceria com a Câmara, a Prefeitura está tentando reclassificar os beneficiários dentro do programa 'Minha Casa, Minha Vida', do Governo Federal. A medida seria uma forma de reduzir as mensalidades para os futuros moradores.

"Já levantamos que todos eles preenchem os critérios do programa do Governo Federal e estamos negociando a mudança. Se conseguirmos, as prestações serão menores - alcançando no máximo cinco por cento da renda. Isso vai reduzir a inadimplência e aliviar o orçamento destas famílias", acredita Ildo Rodrigues.

Apoio
Ibrahim Zaher disse que falta de planejamento agravou problema socialO presidente da Câmara Municipal, Ibrahim Zaher (PSD), disse ter ficado satisfeito com as explicações e reafirmou a disposição dos vereadores em prestar todo o apoio necessário para agilizar a entrega dos residenciais. Ele também disse que o Legislativo vai exigir mais cuidado no liberação de novos conjuntos habitacionais.

"O que está acontecendo aqui é resultado da falta de planejamento que havia no passado. Não há sentido em autorizar um conjunto habitacional sem garantir que haverá energia, água e a infraestrutura necessária para o bem estar das famílias que forem viver ali. A Prefeitura já informou que está adotando novas normas e a Câmara estará vigilante para evitar problemas sociais como os que temos hoje", disse Zaher.

Além de Ibrahim, também participaram da visita ao residencial André Maggi o vice-presidente da Câmara, Mauro Campos (PT), e os vereadores Thiago Muniz (PPS), Jailton do Pesque Pague (PDT), Carlos Vanzeli (PDT), Marcelo Marques (PRB), Dico (PPS), Reginaldo Santos (PPS), Adonias Fernandes (PMDB), Thiago Silva (PMDB), Olímpio Alvis (PR), Milton Mutum (PSD), Rodrigo Lugli (PSDB), Elton Mazetti (PSC), Cido Silva (PP) e Cláudio da Farmácia (PMDB).