Crítica a provocação feita à Câmara gera resposta 'exagerada' de vereador republicano
26 de Abril de 2013, 16h43
Quase sempre alheio aos temas relevantes, o vereador Olímpio Alvis (PR) chamou a atenção nesta semana pela veemência na defesa do dono, ops, presidente de seu partido no Estado, o deputado Wellington Fagundes. A cena ocorreu durante a última sessão ordinária, logo após um discurso em que o colega Rodrigo da Zaelli (PSDB) criticou o deputado federal por uma 'provocação' feita à Câmara Municipal.
Fagundes, que na terça-feira (23) desafiou os vereadores a abrirem a CPI da travessia urbana, foi acusado por Rodrigo de querer tumultuar o processo. O vereador tucano lembrou que o PR enterrou a tentativa de CPI no ano passado e agora, quando o assunto está prestes a se resolver, cobra a atuação que criticava até pouco tempo.
Irritado, Olímpio ocupou a tribuna da Câmara para dizer que quase tudo que Rondonópolis tem foi 'obra' do deputado. Em resumo, disse que a população não teria a travessia, o viaduto, a ferrovia e nem a duplicação da BR-364 se não fosse o parlamentar.
É claro que Olímpio estava exagerando. Quem tem mais que três neurônios (e parece ser o caso do vereador) sabe que as obras citadas estão inseridas num plano nacional visando dotar o Brasil de uma infraestrutura adequada. Nada a ver, portanto, com a 'força e empenho' dos nossos parlamentares.
Aliás, apesar da importância que temos na balança comercial brasileira, Mato Grosso é um dos últimos estados a ser beneficiados com estes investimentos. Ou seja, se houve alguma participação de Wellington e dos outros membros da bancada federal em obras como a ferrovia e a duplicação (para ficar nos casos mais portentosos), foi justamente no sentido contrário.
É provável que, não fosse a intervenção deles, certamente estas obras teriam sido realizadas há mais tempo. E, claro, estariam concluídas.