COMISSÃO ESPECIAL

O que esperar dos senadores de Rondonópolis no impeachment?

por GazetaMT

26 de Abril de 2016, 07h37

O que esperar dos senadores de Rondonópolis no impeachment?
O que esperar dos senadores de Rondonópolis no impeachment?

Na Comissão especial eleita nesta segunda-feira (25) pelo senado,  a continuidade ou não do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) dependerá -E MUITO- do parecer dos senadores mato-grossenses Wellington Fagundes (PR) e José Medeiros (PSD). O que esperar da postura dos nobres parlamentares?

Sabe-se que em comum, ao menos por agora, ambos possuem apenas o fator geográfico, são Rondonopolitanos de berço. Na votação o mais previsível, porém, é o embate: Fagundes pró Dilma (espera-se) e Medeiros pró processo.

Sabe-se, ainda, que de tempos em tempos a política proporciona reviravoltas. Os inimigos de hoje poderão ser os aliados de amanhã. O PSD, por exemplo, se aproveitou do oportunismo alheio e cresceu enquanto sigla numerosa e o PR de Fagundes, nesta brincadeira, foi quem mais perdeu. Depois do ano eleitoral e crise política o bando pode voltar, se fundir, coligar... Política não se desprende de mera conveniência.

Sendo assim, sobre a comissão especial do Senado, fica a boa expectativa de um debate sério, mais técnico e aprofundado do que a votação discursada na Câmara dos Deputados. Diga-se de passagem: vergonhosamente espalhafatosa.  

Entretanto, não se pode jamais esperar, depois da votação, uma duradoura rixa entre os parlamentares ou partidos, muito menos uma divisão à la 'Muro de Berlim' em plena Rondonópolis. Por agora, cada um dos parlamentares tem papel fundamental na tomada de decisão que levará para cima ou para baixo a governança do Brasil dos próximos vinte anos, e deverão aguentar o posterior e previsível barulho.

E isso já basta, acredite leitor!