INVESTIGAÇÃO

“Indícios apontam para rapto, mas ainda não conseguimos comprovar quem foi”, diz delegado sobre caso Heitor

A criança de dois anos e oito meses desapareceu no dia 24 de dezembro do ano passado, em uma propriedade rural do município de Lucas do Rio Verde

por Olha Direto

26 de Abril de 2021, 10h15

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Divulgação

Quatro meses após o desaparecimento e, posteriormente, reaparecimento do menino Heitor Maciel dos Santos, de dois anos, ocorrido no fim de dezembro, em Lucas do Rio Verde (332 quilômetros de Cuiabá), o inquérito que investiga o fato ainda segue aberto. Segundo o delegado responsável pelo caso, Eugênio Rudy Junior, todos os indícios levam a crer que houve um rapto. Porém, como o local era bastante isolado e a criança tem dificuldade de fala, ainda não foi possível comprovar quem teria sido o responsável pelo crime.
 
“O inquérito ainda segue aberto. Não tivemos avanços significativos. Fizemos o depoimento sem dano do menino, na cidade de Campo Novo do Parecis, mas a criança não conseguiu expressar nada. Apesar de ter quase três anos, ela fala praticamente só papai e mamãe. Isso dificultou bastante a nossa questão”, pontuou o delegado ao Olhar Direto.
 
A principal hipótese da Polícia Civil é de que o menino tenha sido raptado e, posteriormente, abandonado em um aterro sanitário que fica ao fundo da Fundação Rio Verde, em Lucas do Rio Verde, por conta da repercussão que o caso teve.
 
“O problema é que a região é bastante isolada, com poucas testemunhas e não há câmeras ou qualquer outra coisa que nos ajude. Neste tipo de investigação, também é importante que as pessoas que souberem de qualquer informação, que façam a denúncia através do 197. Os indícios é de que houve rapto, mas quem fez isto, o caminho é que ainda não conseguiu chegar”, explicou o delegado.
 
Pegadas encontradas no aterro sanitário que fica ao fundo da Fundação Rio Verde, em Lucas do Rio Verde e o fato de o Corpo de Bombeiros ter feito buscas no local anteriormente, ainda causam estranheza à Polícia Civil, que investiga a possibilidade de que o menino Heitor possa ter sido raptado.
 
Os homens do Corpo de Bombeiros, que estiveram no local em que a criança foi encontrada, fizeram imagens que mostravam pegadas recentes no solo do aterro sanitário. A marca foi deixada por uma pessoa adulta e não seria condizente com nenhuma das pessoas que estiveram na área.
 
Outro fato que causa estranheza é o de que o Corpo de Bombeiros já havia feito buscas pelo menino no local, inclusive com auxílio de um cão farejador. Também havia uma parte da vegetação mexida, indicando a presença de alguém no aterro, que teria passado por lá.
 
Quando encontrado, o menino estava sem roupas. Segundo a avó, ele usava fraldas no dia que sumiu. Porém, o delegado explica que a própria criança pode tê-la retirado durante a possível caminhada que fez, de 1,5 quilômetros, até o aterro sanitário. O objeto não foi encontrado nas proximidades.
 
A criança de dois anos e oito meses desapareceu no dia 24 de dezembro do ano passado, em uma propriedade rural do município de Lucas do Rio Verde, onde estava com a família passando as festividades de fim de ano. Desde então, policiais civis, policiais militares e bombeiros militares realizaram diversas diligências durante três dias para localizar o menino.
 
A criança foi encontrada no aterro por um morador da cidade que trabalha no local, que em seguida acionou o Corpo de Bombeiro Militar.