CAOS NA SAÚDE

São Camilo solicita chamamento para tentar solucionar crise no Hospital Regional de Rondonópolis

por GazetaMT

26 de Maio de 2016, 07h00

São Camilo solicita chamamento para tentar solucionar crise no Hospital Regional de Rondonópolis
São Camilo solicita chamamento para tentar solucionar crise no Hospital Regional de Rondonópolis

Após solicitação da Sociedade Beneficente São Camilo, Organização Social de Saúde (OSS) que administra o Hospital Regional de Rondonópolis, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) afirma que realizará chamamento público para escolher qual empresa vai participar da administração da unidade.

Conforme a SES, o contrato com a OSS vence no final de julho, e por ser o quinto termo aditivo com a São Camilo, não pode renovar o contrato. Neste sentido, ressalta que pretende manter a gestão do Hospital Geral com a OSS e, na próxima semana, o edital do certame deverá ser divulgado.

De todo modo, a Sociedade São Camilo demonstra ter interesse em permanecer à frente da unidade. A SES informa que toda a equipe técnica trabalha para que o trâmite em relação ao processo de licitação seja realizado até o vencimento do contrato. Isso porque não quer correr o risco de ter o atendimento à população suspenso.

O secretário estadual de Saúde, Eduardo Bermudez, já se reuniu com os administradores da São Camilo, em Brasília (DF), para resolver a situação sem prejudicar os rondonopolitanos e moradores de cidades vizinhas, que buscam atendimento no Hospital Regional.

IMBRÓGLIO

Em abril de 2015, a Sociedade São Camilo decidiu rescindir prestação de serviços com 277 contratados. Na ocasião, a data coincidiu com o vencimento do contrato com o Estado, que durou quatro anos.

E não houve acordo para a OSS continuar no gerenciamento, na operacionalização e na execução das ações e serviços da unidade, principal referência em saúde pública da região Sul.

Diante da situação, o governo aceitou a proposta de reajustar o valor do repasse em 18,89%, o que elevaria o valor mensal de R$ 3,5 milhões para R$ 4,2 milhões. Nesse caso, o contrato entre o Estado e a OSS, que começou em maio de 2011, foi aditado por mais um ano.