É DE ESQUERDA E DE DIREITA
O dinheiro da corrupção não faz distinção
26 de Maio de 2017, 11h51
Depois dos mais de 15 dias de novo escândalo político, Buxixo se pôs a pensar... O Brasil está unido, e talvez sempre estivera. A divisão de lados acentuada ainda nas manifestações populares de 2013, é provável, nunca, de fato, existira enquanto fenômeno de massa ou político como, àquela altura, se pensava. Talvez sim nas ruas, com as presentes diferenças ideológicas, mas jamais nas entranhas do Poder. Fomos sempre enganados.
Enquanto nossa capacidade tupiniquim de compreender política é resumida pela habilidade de brigarmos pautados em post de internet e mentiras da TV, em Brasília a política é sem lados. Entre esquerda e direita pouco por lá é o que presta. No fim, são todos funcionários das mesmas empresas.
Odebrecht e JBS, principalmente, financiaram por anos, está provado, quase todas as campanhas políticas do país. A soma dos bilhões de reais investidos em candidatos dos mais diversos partidos nunca fizera distinção. Sempre pingou pra todo mundo. Todo mundo mesmo.
Lula, Dilma, Aécio, Temer, Marina Silva, Levy Fidélix, Eduardo Cunha, Jair Bolsonaro... Todos estes receberam e sabiam dos esquemas de caixa 2. TODOS. A lista é extensa, gigante, e vai de candidato a presidente da República até prefeito. Tem do PT, PSDB, PMDB, Rede, PP, DEM, PSC, PSD, PR, SD e muito mais.
Para piorar, o povo aqui embaixo, os mortais, continuam brigando iludidos. Cogita-se, agora -informação nova- eleições indiretas caso o já insustentável presidente Temer saia do Poder. E o que todos nós estamos fazendo? Ainda batendo cabeça.
Em primeira mão, o PSDB já articula sair da base aliada do Governo e forçar articulação para indicação sua ao cargo maior da República. Protagonismo do atual presidente tucano, senador Tasso Jereissati, que pensa tirar o PSDB e levar consigo demais siglas pelegas. Contra Temer, além dos 13 pedidos de impeachment já protocolados, existe o trâmite que pode cassar a chapa Dilma-Temer eleita em 2014.
Em resumo: é golpe dentro do golpe, independente de toda e qualquer vontade popular, na medida em que nosso falso senso democrático ainda nos divide. É preciso mudar de postura.
A frase certa, caros amigos, é "Fora todo mundo!".