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Decisão do TSE sobre candidatos com contas reprovadas foi adiada novamente

A decisão pode afetar centenas de pré-candidatos nas eleições municipais deste ano, entre eles Mauro Mendes, em Cuiabá, e Percival Muniz, e

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26 de Junho de 2012, 22h07

Decisão do TSE sobre candidatos com contas reprovadas foi adiada novamente
Decisão do TSE sobre candidatos com contas reprovadas foi adiada novamente

Um pedido de vista do ministro Antonio Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), adiou mais uma vez o desfecho sobre a participação de políticos que tiveram contas desaprovadas nas eleições deste ano. A decisão pode afetar centenas de pré-candidatos nas eleições municipais deste ano, entre eles Mauro Mendes, em Cuiabá, e Percival Muniz, em Rondonópolis.

O julgamento foi interrompido quando o placar estava em 3 votos a 3, e Toffoli é o último a votar. Ele prometeu devolver o processo na próxima quinta-feira (28).

Os ministros estavam analisando um pedido para que o TSE reavalie decisão de março que bloqueou a participação dos contas-sujas nas eleições. Por 4 votos a 3, os ministros deram nova interpretação para a legislação em vigor, que exigia apenas a prestação de contas para o candidato ser considerado quite com a Justiça Eleitoral. Com a decisão do TSE, passou-se a exigir também que as contas fossem aprovadas.

A decisão incomodou o PT e 17 partidos, que querem que o TSE reconsidere a decisão por ter extrapolado o que a lei exige. Desde então, a composição do TSE mudou, com a entrada dos ministros Antonio Dias Toffoli no lugar de Ricardo Lewandowski e do ministro Henrique Neves substituindo Marcelo Ribeiro.

Primeira a votar, a relatora Nancy Andrighi disse que a intenção da lei é moralizar a atuação política, mesmo que isso não esteja escrito expressamente. Para evitar questionamentos na Justiça sobre os prazos de inelegibilidade, a ministra sugeriu que o TSE definisse regras para dizer até quando o político deveria ficar inelegível.

A relatora foi apoiada pelos ministros Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello. Com a possibilidade de inversão no placar, Marco Aurélio disse que o TSE "deu à sociedade uma esperança vã de se avançar no campo cultural".

O primeiro a votar para a retomada das regras como valiam antes foi o ministro Gilson Dipp. Ele entendeu que todas as regras de padronização propostas por Andrighi indicam que a decisão do TSE foi equivocada "Eu estou impresssionado com as consequências. Essa modificação vai, sim, complicar muito mais o que já está complicado". Votaram no mesmo sentido os ministros Henrique Neves e Arnaldo Versiani.

 

(com informações da Agência Brasil)