Completando um mês

Sem acordo com governo, professores continuam em greve

Os trabalhadores da educação pública estadual estão em greve desde o último dia 27 de maio

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26 de Junho de 2019, 08h17

Sem acordo com governo, professores continuam em greve
Sem acordo com governo, professores continuam em greve

Governo e professores da rede estadual de ensino em greve desde o último dia 27 de maio se reuniram no final da tarde de ontem (25) para tentar um acordo que pusesse ao movimento que já dura quase um mês. Mas como não foi apresentada nenhuma proposta de pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA), que é o principal ponto da pauta dos professores, não houve acordo e a greve da educação continua.

O Governo do Estado esteve representado pelos secretários Mauro Carvalho, da Casa Civil, e Basílio Bezerra, da secretaria de Gestão e Planejamento, que insistiram na tese de que o governo não tem condições de cumprir com a lei 510/2013, que prevê a reposição de 7,69% acima da inflação aos trabalhadores, como forma de dobrar o poder de compra dos salários dos mesmos. Os secretários argumentaram para os representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) que o governo está disposto a atender parte das reivindicações da categoria, como o pagamento de um 1/3 de férias  para contratados, se comprometeu a chamar 221 professores/as, 330 apoio e 170 técnicos administrativos que passaram no último concurso público, se comprometeram a liberar 223 profissionais para qualificação profissional e a liberação das licenças prêmio para as pessoas que estão  próximas da aposentadoria. Já sobre a infraestrutura das escolas, que estão em péssimo estado e carecem de reformas urgentes, os representantes do governo prometeram a liberação de R$ 35 milhões para melhoria e reforma das escolas.

Representantes dos professores e do governo se reuniram ontem (25) para tentar  chegar a um acordo que pusesse fim à greve, mas isso acabou não acontecendo e a greve continua - Foto Divulgação/Sintep "Tivemos reunião com governo, mas não obtivemos uma resposta concreta com relação a questão do cumprimento da lei especifica que é a 510/13. Chegaram apresentando alguns pontos da pauta como sendo avanços e dizendo que o governo não tem condições de atender a pauta financeira. Dissemos que não há acordo que a categoria quer ter segurança de o governo Mauro Mendes irá cumprir com a lei 510 e o RGA, que os documentos encaminhados até agora falam de congelamento de salário até 2023", informou a professora Maria Celma de Oliveira, diretora do Sintep.

Como não houve nenhuma proposta quanto à questão salarial, os professores comunicaram aos representantes do governo que a greve continua, mas ainda assim, estes ficaram de encaminhar um documento na próxima sexta-feira (28) aos professores, quando enfim poderá ser apresentada uma proposta que ponha fim ao movimento grevista que está deixando milhares de estudantes sem aula no estado.

Enquanto não chegam a um acordo que ponha fim à greve, os professores prometem intensificar as mobilizações, tendo inclusive trancado a BR 364 próximo à Cuiabá na terça-feira (25) por algumas horas. Logo pela manhã de hoje, os professores fizeram um piquete nos portões da Secretaria EStadual de Fazenda (Sefaz). Em Rondonópolis, os trabalhadores em greve devem realizar pit stops em diversos pontos da cidade na quinta-feira (27), para informar a população sobre os motivos da paralisação.