CRIAÇÃO

Brasil vai aumentar vigilância para evitar peste suína africana, diz ministério

por G1

26 de Junho de 2019, 07h35

Brasil vai aumentar vigilância para evitar peste suína africana, diz ministério
Brasil vai aumentar vigilância para evitar peste suína africana, diz ministério

O Brasil ampliou a vigilância para evitar a entrada da peste suína africana no país, realizando a distribuição de material informativo sobre a doença, erradicada desde 1984 no território nacional, disse nesta terça-feira (25) o Ministério da Agricultura.

Segundo nota da pasta, o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) instalou 88 painéis em aeroportos e portos, tanto em português quanto em inglês, e avisos sonoros estão sendo emitidos como alertas a passageiros.

"Aqueles que visitaram fazendas, zoológicos, feiras agropecuárias, áreas rurais ou outros locais com presença de suínos ou javalis, ou que trazem produtos de origem suína, devem procurar o balcão da Vigiagro", informou o ministério.

A peste suína africana, fatal para porcos mas inofensiva para humanos, tem provocado estragos de grandes proporções às criações de suínos da Ásia.

Entre os mais afetados, estão a China, país com maior número de suínos do mundo, que já reportou mais de 120 surtos da doença desde agosto de 2018, data da primeira detecção, e o Vietnã, que abateu 2,8 milhões de porcos por conta da peste.

Por conta da doença, a produção de carne suína chinesa pode cair para 38 milhões de toneladas em 2019, ante 54 milhões no ano anterior, segundo analistas do Rabobank.

Exportações brasileira em alta

O Brasil, por outro lado, tem exportado mais carnes para os chineses e a preços mais altos. Diante da crise sanitária na China, as exportações das carnes suína e de frango tiveram alta expressiva em maio. No caso da proteína de frango, os embarques foram 49% maiores que o registrado no mesmo período do ano passado.

Já no caso da carne suína, as exportações para a China cresceram 51% na comparação com o mesmo mês de 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgados no início de junho.

"A China se isolou como principal destino dos embarques brasileiros. O efeito gerado no mercado pela crise sanitária no país asiático impulsionou as importações, o que gerou efeitos também na rentabilidade do mercado, com elevação de preços médios", destacou à época, em nota, o presidente da ABPA, Francisco Turra.