Cuiabá

Concessão do transporte coletivo é tema de audiência pública

Até 2024 100% dos ônibus que circulam pela capital deverão ser climatizados.

por De Cuiabá-Sabryna Carvalho

26 de Junho de 2019, 14h20

Concessão do transporte coletivo é tema de audiência pública
Concessão do transporte coletivo é tema de audiência pública

Não é de hoje que a população cuiabana sofre com a falta de estrutura do transporte público da capital mato-grossense. Atualmente, 150 mil pessoas usam o sistema de transporte coletivo de Cuiabá todos os dias. Elas são atendidas por 402 ônibus que circulam pela capital.  Para debater sobre o assunto e explicar a realização do processo licitatório para concessão da operação do sistema de transporte coletivo urbano, foi realizado nessa terça-feira (25), uma audiência pública na Assembleia Legislativa.

Na oportunidade o titular da Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob), Antenor Figueiredo explicou o que estabelece o edital. Atualmente apenas 14% dos veículos que circulam pela capital têm ar-condicionado. Já as novas empresas deverão oferecer inicialmente 30% da frota com o equipamento e até 2024, precisarão climatizar também os 70% restante. Ainda conforme o edital, as novas empresas vão poder operar por até 30 anos, sendo a concessão de 20 anos, prorrogáveis por mais 10. Outro requisito apontado é a segurança, as interessadas no serviço também vão ter que oferecer ônibus equipados com quatro câmeras de vídeo, sendo três internas e uma externa. Carregadores para celular e internet wi-fi também deverão ser disponibilizados para os usuários.

Entre as novidades está a previsão de atendimento a distritos da zona rural. Além disso, a prefeitura prevê reduzir a idade mínima dos ônibus, dos atuais cinco anos e meio, para 4 anos e meio, com a nova contratação. Parte dos ônibus terá que ser movida com sistemas elétricos e híbridos. Micro-ônibus também serão permitidos para atender regiões da cidade que não comportam os veículos tradicionais.

Com o impasse da retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), as empresas participantes da licitação devem estar preparadas e terão que implantar um centro de controle operacional das linhas e projetá-las para que os ônibus operem em conjunto com o modal, caso este seja concluído e funcione na capital. Outra hipótese é de que o governo do estado possa trocar o modal sob trilhos para o Bus Rapid Transit (BRT), sendo assim, quem estiver a frente do transporte coletivo deverá estar preparado para essas possiblidades. Além do centro de controle, a prefeitura também quer um controle público do sistema eletrônico de bilhetagem. E a manutenção do serviço -Buscar-, que atende pessoas com deficiência.

Estiverem presentes no debate, o requerente, deputado Wilson Santos, os parlamentares Ulysses Moraes (DC) e Elizeu Nascimento (DC). Representando a Câmara Municipal de Cuiabá; os vereadores Abílio Júnior (PSC), Diego Guimarães (PP), Felipe Wellaton (PV) e Dilemário Alencar (Pros).

Também compareceram ao evento, além do titular da Semob, Antenor Figueiredo; a professora Marina Baltar, do curso de Engenharia de Transportes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); a defensora pública Cleide Nascimento; o presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos de Cuiabá (Arsec), Alexandro Lisandro de Oliveira; o presidente da Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), Ricardo Caixeta; e o presidente da Associação dos Usuários dos Transportes Coletivos de Mato Grosso (Assut), Amado Santiago.