Contraponto
Muniz diz que tem maior apoio político, mas que eleitores devem escolher quem é o mais capaz
Ele destacou os apoios que têm, mas disse que priorizar 'alinhamento político' é estratégia para evitar discussão dos temas relevantes
26 de Agosto de 2012, 09h24
O deputado Percival Muniz (PPS), candidato a prefeito de Rondonópolis pela coligação 'A Força da Gente', afirmou ontem (25) que a supervalorização da questão do 'alinhamento político' é uma estratégia para empobrecer o debate e evitar a discussão dos temas que são realmente importantes para a sociedade. Ele disse que, apesar de dispor do apoio de dois terços das bancadas legislativas, considera que o foco da campanha deve ser sobre as propostas e a capacidade dos candidatos para implementá-las.
"Dos oito deputados federais da nossa bancada, seis integram os partidos da minha coligação. No senado, onde Mato Grosso tem três representantes, tenho os apoios de Jayme Campos (Dem) e Pedro Taques (PDT). A minha relação com os colegas da Assembléia é excelente e não terei dificuldade para angariar apoio, inclusive dos deputados de partidos que são adversários agora na eleição", destacou.
Em relação ao 'alinhamento' com os outros chefes do Executivo, o candidato lembrou que os mandatos dos atuais governadores caminham pra o final e que a gestão do PT no Governo Federal tem respeitado os princípios republicanos, dispensando igual tratamento para todos os municípios - independente da questão partidária.
"A verdade é que hoje a relação entre os entes da federação (Municípios, Estado e União) é regida por leis claras. Neste caso é até bom que o prefeito seja de outro partido, pois tem mais liberdade para cobrar o que é direito do município. Tive essa experiência quando fui prefeito e fazia oposição ao Dante. Foi um dos períodos em que Rondonópolis mais recebeu investimentos do Estado", exemplificou.
Segundo Percival, a realidade política do país mudou e o fato de serem de partidos diferentes ou adversários não impede que exista uma relação positiva entre os chefes do executivo nas três esferas. "O meu partido fazia oposição ao Governo do PT no plano nacional, mesmo assim Rondonópolis foi uma poucas cidades de Mato Grosso a receber a visita do presidente Lula. Ele veio aqui para inaugurar comigo o residencial Ana Carla e, naquele mesmo dia, acertamos convênios para vários outros investimentos da União em Rondonópolis".
Propostas e Capacidade
Durante pronunciamento feito ontem na praça Bom Jesus, na Vila Operária, Percival Muniz condenou a utilização da questão do 'alinhamento político' como instrumento para tentar impor que a população vote no 'candidato do governo'. Depois de citar os apoios legislativos, ele afirmou que nenhum político sério deixará de prestar apoio aos projetos que forem de interesse da população.
"Quem não tem argumento e nem serviço prestado fica se apoiando em outros. Mas o fato é que quem elegerá o novo prefeito é a população, não os deputados ou o governador. Eles vão ajudar na Administração, mas a ajuda deles de nada valerá se não tivermos propostas, capacidade e o apoio popular", concluiu Muniz.