Cobrança

Jailton do Pesque-Pague reclama de obras inacabadas e diz que após sete meses 'a foto é a mesma'

Vereador do PDT diz que também está faltando manutenção e prevê prejuízos maiores com a chegada do período de chuvas.

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26 de Agosto de 2013, 07h02

Jailton do Pesque-Pague reclama de obras inacabadas e diz que após sete meses 'a foto é a mesma'
Jailton do Pesque-Pague reclama de obras inacabadas e diz que após sete meses 'a foto é a mesma'

Jailton disse que cobranças serão intensificadasPresidente da Comissão criada pela Câmara Municipal para acompanhar a conclusão, ou devolução do convênio da travessia urbana das BRs 163/364 em Rondonópolis, o vereador Jailton Dantas, o Jailton 'do Pesque-Pague' (PDT), demonstra preocupação com o andamento desta e outras obras no município. Para ele, houve poucos avanços nos últimos meses e é preciso dar respostas à sociedade.

"Estamos há 230 dias aqui na Câmara e a maioria das obras está do mesmo jeito. Visitamos várias delas e vimos a mesma foto. Quase nada mudou e a gente fica preocupado", disse em entrevista ao site Gazeta MT.

Boa parte das obras questionadas pelo vereador são fruto de convênios firmados com o Governo Federal. Entre elas estão a implantação de parques ecológicos (Mangueiras e Escondidinho) e os residenciais André Maggi e João Antonio Fagundes. Jailton também reclama da demora nas reformas do Centro Socioeducativo (responsabilidade do Estado) e da Policlínica da Vila Operária (município).

"Daqui a 60 dias começa o período chuvoso, que, além de impedir as obras, também pode danificar o que já foi feito. Isso vai aumentar o sofrimento, o custo e as cobranças sobre nós", alerta.

O vereador disse que a partir desta semana a Câmara também fará uma cobrança mais rigorosa às secretarias, empreiteiras e demais órgãos envolvidos nestas obras. "Vamos buscar o que for direito do cidadão", garante.

Manutenção
A não conclusão de obras é o ponto central da preocupação de Jailton do Pesque-Pague, mas o vereador afirma que também há falhas na manutenção do patrimônio público. Ele citou como exemplo as ruas do distrito industrial Maria Vetorasso e a situação do mini estádio da Vila Mamed.

"Mais de 90% das ruas ruas do Maria Vetorasso ainda não receberam a 'visita' das máquinas da Prefeitura. Muitas ruas estão quase intransitáveis. Eles estão sofrendo com os estragos causados pelas chuvas do ano anterior. O que vamos falar para eles agora?", indaga.

Vereador vistoriou obras e disse que quase todas estão sem avanços.Na vila Mamed o problema é a falta de drenagem no mini estádio, que tem provocado inundações no período chuvoso. "Com um dia de serviço (das máquinas) é possível resolver o problema de 150 famílias que sofrem com as inundações lá", diz.

Travessia Urbana
Em relação à obra da travessia urbana nas BRs 163/364 a situação, segundo o vereador, também é preocupante. A comissão presidida por ele espera receber nesta semana os relatórios da obra, que começou em 2009 e está orçada em cerca de R$ 54 milhões.

"Até agora não temos informações e nem esperança. Mas vamos cobrar duro daqui pra frente. Se não dá conta de fazer a obra, que ao menos façam a manutenção. Senão o prejuízo será maior", disse ele.

O vereador demonstrou especial preocupação com o trecho da rodovia nas proximidades da sede da AABB. "Há uma erosão lá que ameaça engolir tudo. Se a gente deixar destruir o pouco que foi feito, será responsabilidade nossa".