Câmara de Cuiabá
Justiça determina volta da CPI do Paletó
Com a decisão, o presidente da Câmara deve nomear novos membros na CPI.
26 de Agosto de 2019, 13h42
A Justiça de Mato Grosso determinou na última sexta-feira (23), que seja retomada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), no caso conhecido como "CPI do Paletó".
Em postagem no Instagram, o vereador da oposição, Diego Guimarães (PP), confirmou que a Justiça julgou procedente um Mandado de Segurança que denunciou os vereadores da base do prefeito, Adevair Cabral (PSDB), relator, e Mario Nadaf (PV), membro da CPI. Na denúncia, consta que a base aliada de Emanuel usou de manobra ao participar da CPI, que deveria investigar e cassar o mandato de Emanuel Pinheiro, no escândalo do Paletó. Há dois anos, foi divulgado um vídeo que o prefeito foi flagrado, quando ainda era deputado estadual, recebendo maços de dinheiro, em forma de propina, do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Correa.

Com a decisão, o presidente da Câmara, Misael Galvão (PSB), teria 48 horas para nomear novos membros na CPI. Para Guimarães, a base aliada da atual gestão, estariam na CPI apenas para defender o prefeito. "Estarei com o presidente Misael Galvão nesta segunda-feira (26) e pedirei o imediato cumprimento da decisão. Solicitarei também para eu compor a CPI na qualidade de relator. Chega de Impunidade. Os fatos precisam ser apurados e a Justiça precisa ser feita", disse Guimarães.
Protesto
Na semana passada, o vereador Diego Guimarães, levou para sessão da Câmara de Cuiabá um bolo de aniversário personalizado, como forma de protesto e crítica a falta de investigação contra o prefeito no caso do Escândalo do Paletó.
