PRIMAVERA DO LESTE
Correios do município adere a greve geral
Servidores querem a garantia de direitos já concedidos ante ameaça de perda
26 de Setembro de 2017, 14h20
Seguindo a greve nacional, os Correios de Primavera do Leste também estão com as atividades suspensas. Os servidores decidiram paralisar os serviços ontem (25) para chamar atenção do governo federal para que um acordo coletivo seja assinado. A greve coloca em risco não apenas a qualidade dos serviços prestados aos clientes e à população brasileira, mas compromete a sustentabilidade dos Correios e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para reverter a situação financeira da empresa.
De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), em alguns estados a paralisação teve início na sexta-feira (22) e já atinge 21 Estados e o Distrito Federal.
Conforme a Fentect, foram mais de 50 dias de negociação sem sucesso. Entre os motivos da greve estão o fechamento de agências por todo o país, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas.
Um dos cortes são os serviços de banco postal, que serão encerrados em Primavera do Leste a partir do dia 11 de outubro. A mesma medida será aplicada em outras agências do Estado. O motivo é a instabilidade econômica da empresa, que requer medidas urgentes.
O aumento das decisões judiciais que obrigam a empresa a adotar ações de segurança adicionas às previstas para correspondentes bancários, se viram obrigados a interromper os serviços do Banco Postal, conforme o órgão.
Os serviços prestados por meio do banco postal são: abertura de contas, empréstimos, cartão de crédito, pagamento do INSS, recebimento de contas, títulos, taxas e contribuições da providência.
Os Correios dizem que continuam dispostos a negociar com os sindicatos que não aderiram à paralisação para que o acordo coletivo.
Em Rondonópolis, os serviços seguem reduzidos.