Sucessão em Rondonópolis

PT nega que tenha fechado apoio a Zé do Pátio em 2020

A notícia de que seria certo o apoio da sigla à reeleição de Pátio já circula há tempos nos bastidores da política

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26 de Setembro de 2019, 09h21

PT nega que tenha fechado apoio a Zé do Pátio em 2020
PT nega que tenha fechado apoio a Zé do Pátio em 2020

A direção municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Rondonópolis negou que tenha fechado acordo para apoiar o projeto de reeleição do prefeito José Carlos do Pátio (SD). A notícia de que seria certo o apoio da sigla à reeleição de Pátio já circula há tempos nos bastidores da política e já chegou até a ser veiculada na imprensa, mas os petistas dizem que sequer tiveram alguma conversa com o prefeito desde que ele assumiu o seu segundo mandato.

De acordo com o presidente eleito da sigla, Wendel Girotto, não existe nenhuma linha de conversa aberta com Zé do Pátio sobre o apoio do PT para seu projeto de reeleição e tudo o que se tem dito a respeito não passa de especulação. "Nós fomos vistos na prefeitura quando fomos na prefeitura entregar um convite para uma romaria que estamos ajudando a organizar e daí já deduziram que fomos tratar de política ou de apoio ao prefeito. Mas fomos falar da romaria. A nossa ideia é formar uma frente de esquerda para disputar a eleição, e o Solidariedade (partido de Pátio) não é de esquerda. Ele próprio não é, é apenas populista", informou.

Segundo ele, essa frente de esquerda seria composta pelo próprio PT, pelo PCdoB, PV, e poderia até contar com o PSB e PDT. "Nós queremos construir por aqui essa aliança política que existe em nível nacional nas eleições do ano que vem. Mas nós não vamos com o Zé não. Não que não exista nenhuma possibilidade, pois muita coisa pode mudar ainda, mas a princípio nós temos candidatura própria, do médico Kleber Amorim. Hoje, nós estamos indo para os bairros, reunindo, discutindo política, a situação do país, fortalecendo nossa chapa de vereadores, que tem vários nomes fortes", continuou Girotto, citando nomes como o do ex-vereador Mauro Campos, do professor Ricardo Klinkerfus, da militante Inez Feitosa e outros como nomes viáveis para disputar com condições de ganhar uma eleição para o Parlamento.

Para ele, o franco favorito para a corrida eleitoral do ano que vem é mesmo Zé do Pátio, mas uma articulação que envolvesse os partidos mais à esquerda com outros setores democráticos e progressistas pode resultar numa aliança com condições de vender o páreo. "Nós não temos nenhuma participação na administração do Zé do Pátio e ele nunca sequer conversou conosco até hoje nesses anos todos de governo dele. E essa é uma coisa que impede essa aproximação, pois em nenhum momento criticamos ele, não fizemos oposição, e mesmo assim ele não abriu conversa conosco em nenhum momento", concluiu.