OPINIÃO

Gestão de ativos: Como otimizar o uso do patrimônio da sua empresa para gerar mais lucro e liquidez

por Da redação

26 de Setembro de 2025, 14h02

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Divulgação

Mais do que apenas controlar bens, a gestão de ativos trata-se de uma estratégia que visa otimizar o uso do patrimônio da empresa, de imóveis a equipamentos, para gerar maior retorno, liquidez e valor a longo prazo.

De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), a indústria de fundos de investimento em ativos, que muitas vezes inclui a gestão de patrimônio, cresceu 5,4% no último ano. 

Esse dado reflete uma busca crescente por estratégias que vão além do lucro operacional, focando na valorização dos bens existentes.

O que é gestão de ativos e por que é vital?

A gestão de ativos é o processo de planejar, adquirir, utilizar e alienar os ativos de uma empresa de forma eficiente. O objetivo é maximizar seu valor e potencial de geração de receita. Ativos podem ser tangíveis como móveis, máquinas e estoque ou intangíveis como marcas, patentes e capital humano.

Um erro comum é ver o patrimônio apenas como um custo. Na verdade, ele deve ser visto como uma fonte de oportunidade. Por exemplo, um terreno subutilizado pode se tornar uma valiosa garantia para um empréstimo, liberando capital para expansão.

"A mentalidade tradicional é que ativos são sinônimo de segurança, mas é preciso ir além. Um ativo parado é capital estagnado. A verdadeira inteligência financeira está em fazer esse patrimônio trabalhar para você, seja gerando uma receita extra ou servindo de alavanca para novas oportunidades." diz Arthur Inácio, gerente financeiro na CashMe, empresa referência em solução de crédito com garantia de imóvel. 

Estratégias para otimizar seus ativos

A otimização de ativos passa por um planejamento detalhado e uma análise cuidadosa do que a empresa já possui. Uma das abordagens mais eficazes é o uso estratégico de garantias. Por exemplo, utilizar um imóvel como garantia para um empréstimo pode ser uma forma de conseguir capital a taxas mais acessíveis. 

Isso permite que a empresa realize investimentos urgentes ou aproveite oportunidades sem descapitalizar o negócio. É uma forma de colocar o patrimônio para trabalhar em favor da liquidez.

Outra estratégia é a gestão do capital de giro, onde a otimização de ativos pode impactar diretamente a saúde financeira da empresa no dia a dia. Compreender como os juros simples e compostos impactam o custo de um financiamento, por exemplo, é crucial para não comprometer o capital de giro. 

A otimização dos ativos também pode influenciar a forma como a empresa acessa crédito, oferecendo garantias para taxas mais competitivas e prazos flexíveis. Além disso, a gestão de ativos pode incluir a venda de bens não essenciais ou a renegociação de contratos de aluguel para liberar capital. 

Um exemplo prático seria um negócio que tem um terreno sem uso. Ele pode, por exemplo, ser utilizado para um empréstimo com garantia de terreno, destravando valor e transformando um ativo parado em capital de crescimento.

Arthur Inácio, gerente financeiro da CashMe, ainda reforça que: 

"Avaliar e utilizar o patrimônio de forma estratégica é uma das ações mais inteligentes que uma empresa pode tomar. Em vez de se submeter a altas taxas de juros, é possível usar o que já se tem para acessar crédito com mais vantagem, criando um ciclo virtuoso de crescimento. Essa é a base para uma gestão financeira realmente inteligente e sustentável."

Em suma, a gestão de ativos não é apenas uma tarefa operacional, mas uma visão estratégica que impulsiona o crescimento e a resiliência de uma empresa. 

Ao transformar o patrimônio de um peso em um motor de crescimento, os gestores garantem que o negócio não apenas sobreviva, mas prospere em qualquer cenário econômico.