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Valtenir diz que desistiu de Taques devido a afastamento de senador do Governo Federal

Depois de ter deixado o PSB e ter articulado a fundação do PROS no estado, Valtenir se aproximou do grupo governista

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27 de Janeiro de 2014, 10h47

Valtenir diz que desistiu de Taques devido a afastamento de senador do Governo Federal
Valtenir diz que desistiu de Taques devido a afastamento de senador do Governo Federal

Uma das apostas do PROS será o irmão do deputado, o defensor público e suplente de vereador Valdenir Pereira, pré-candidato a deputado estadual - Foto Denilson Paredes/GazetaMT

O deputado federal Valtenir Pereira (PROS) esteve em Rondonópolis nesse fim de semana, para tratar de assuntos pessoais e aproveitou para conversar rapidamente com o GazetaMT. Depois de ter deixado o PSB e ter articulado a fundação do PROS no estado, Valtenir se afastou do grupo do senador Pedro Taques (PDT) e tem se reunido com os partidos governistas.

Ele afirmou que o seu afastamento do grupo de Taques, e a consequente aproximação do grupo ligado ao governador Silval Barbosa (PMDB), se deve ao afastamento do senador pedetista da base aliada do Governo Federal. "O Pedro Taques tem construído um palanque para os partidos que são contra o governo da presidente Dilma (Rousseff, PT) e por isso nós nos afastamos. Apesar de seu partido (PDT) fazer parte da base aliada, inclusive com ministério, ele se tornou uma referência para os partidos oposicionistas. Se ele ainda estivesse na base da Dilma, nós estaríamos apoiando sua (pré) candidatura", disse.

Mesmo sendo um dos fundadores do Movimento Mato Grosso Muito Mais, que lançou e apoiou o nome do prefeito cuiabano Mauro Mendes (PSB) a governador em 2010 e elegeu o senador pedetista, Valtenir tem afirmado que foi 'afastado' de Taques por pessoas próximas à ele. "Eu não fui tratado como gostaria, mas na política, temos que aprender a conviver com a ingratidão", desabafou, sem citar nomes ou entrar em detalhes.

O deputado defende as ações do Governo Federal e o 'alinhamento' político, como forma de atrair investimentos federais para o estado. "O (ex-presidente) Lula e a Dilma mantiveram o crescimento econômico e incluíram a base da pirâmide social na economia. Uma mudança de rumo agora poderia provocar desconfiança nos investidores internacionais e prejudicar a nossa economia. Nesse momento, em que as grandes potências mundiais se recuperam da crise internacional, isso seria péssimo para o País. Também acho que não podemos sair desse alinhamento político que temos com o Governo Federal, pois apesar de não ver cor partidária na hora de distribuir os recursos, a prioridade sempre serão os amigos", declarou.

Sucessão estadual

Defensor da candidatura do petista Lúdio Cabral para a sucessão de Silval Barbosa, Valtenir cobra uma definição por parte do PT, que não se unificou em torno de um nome único para a disputa, defendendo tanto o nome do juiz federal Julier Sebastião e do médico e ex-vereador Lúdio Cabral. "O nome de minha preferência é o Lúdio, mas queremos uma definição clara do PT, que o partido apresente um nome único e resolvam suas divergências internas logo, até para facilitar as nossas articulações", disse.

No seu entendimento, o nome de Lúdio tem plenas condições de 'decolar', principalmente por não ter sofrido o desgaste de ter participado do governo. Ele ainda apontou o ex-candidato a prefeito de Lucas do Rio Verde, Rogério Ferrarin, empresário do agronegócio, como o possível nome para vice de Lúdio.

Ainda de acordo com ele, outra prioridade de seu partido é garantir a sua reeleição e, se possível, eleger mais um deputado federal e eleger de dois a três deputados estaduais.

Um dos nomes que irão para a disputa do cargo federal é o vereador por Rondonópolis, Denilson Sodré, o Dico. Para estadual, o PROS deve investir em nomes como o irmão do deputado, o defensor público e suplente de vereador Valdenir Pereira.