Inédito: Sispmur aceita bancar salário de dirigente
27 de Janeiro de 2014, 05h40
Nem todo mundo concordou com a decisão tomada na assembleia geral do Sispmur na sexta-feira (24) sobre o pagamento do salário do presidente da entidade, Rubens Paulo. Alguns servidores usaram o microfone para alertar os colegas que a decisão pode inviabilizar futuras ações do sindicato - como investimentos na melhoria na sede social, ou mesmo o financiamento de mobilizações para uma eventual greve.
Quem era contra explicou que não tinha divergências políticas ou pessoais com o presidente. A argumentação baseou-se em dados contábeis. É que, além do salário, caberá ao sindicato pagar os encargos trabalhistas. Isso significará um desembolso anual em torno de R$ 100 mil. Não é pouco dinheiro e pode sim fazer falta, mesmo considerando a robustez econômica do Sispmur.
Vale dizer que a decisão de bancar o salário do presidente é inédita. E, queiram ou não, abre um precedente perigoso para o carreirismo no Sindicato dos Servidores Municipais de Rondonópolis.
Por outro lado, a diretoria atual tem uma ótima oportunidade para provar o discurso de que salários altos não comprometem a saúde financeira de quem os paga.
Vai ser interessante ver a prestação de contas anual do Sispmur...