Líder do 'Eu Exijo Segurança' posta foto em rede social que faz apologia á violência
27 de Janeiro de 2014, 17h46
O líder do movimento "Eu Exijo Segurança", Marcelo Duarte, usou o seu perfil numa rede social para postar uma foto de gosto no mínimo duvidoso. Na postagem se vê duas pessoas armadas, uma possivelmente ferida, sendo amparada pelo seu companheiro e é possível se ler os dizeres: "Parceiro meu, não fica para trás!".
Para alguns, a mensagem faz um alusão ao 'companheirismo dos guerreiros'. Mas, para a maioria, trata-se de uma apologia explícita ao uso de armas de fogo - prática apontada como uma das principais responsáveis pelos altos índices de crimes, em especial os homicídios.
Vindo do criador de um movimento que se propõe a mobilizar a sociedade rondonopolitana contra o clima de insegurança e o desaparelhamento das polícias no combate à criminalidade, a postagem soou no mínimo estranha.
A foto foi compartilhada de um perfil na rede social que se denomina 'Piadas d'O Plagiador' e também é possível ler nas legendas que acompanham a postagem os dizeres: "Quem odeia escola curti aqui" e "Partiu: Escola te odeio" - que também destoam dos objetivos de quem deseja uma sociedade melhor.
Entendemos ser meritória luta pela segurança em Rondonópolis, mas espera-se das pessoas que aceitam liderar essa luta um comportamento compatível e que possa inclusive servir de referência para os outros cidadãos. Dessa forma, é melhor escolher com mais cuidado o que posta nas redes sociais, sob pena de comprometer a luta e cair em descrédito.
Vale dizer que o movimento "Eu Exijo Segurança" já se reuniu com os órgãos responsáveis pela segurança pública para reivindicar a diminuição dos índices de criminalidade, melhorias no aparato e até chegou a propor que a Câmara Municipal aprovasse uma 'Moção de Repúdio' aos responsáveis pelo setor em Mato Grosso.
Esta última ação acabou sendo abortada a pedido do próprio Marcelo Duarte, que aparentemente temia retaliações caso a Moção fosse formalizada. O Buxixo não vai discutir o mérito do recuo, mas lamenta que a mesma prudência não tenha sido adotada em relação às mensagens que podem incitar à violência e estimular estudantes a deixarem de frequentar a escola.
Não pegou bem....