fiscalização
Dema apreende quase meia tonelada de pescado irregular
Conforme a Dema, o atravessador atacadista comprava o pescado pelo valor de R$ 10, o quilo, e revendia o pescado por R$ 28 reias.
27 de Janeiro de 2017, 08h58
A Delegacia Especializada do Meio Ambiente intensificou a fiscalização contra o comércio de pescado irregular, no período de defeso da Piracema - período de reprodução dos peixes em que a pesca fica proibida entre novembro e fevereiro -, culminando na maior apreensão realizada em 2017, pela unidade.
Na manhã desta quinta-feira (26), 465 quilos de pescado foram apreendidos em uma casa, no bairro São Simão, em Várzea Grande, que funcionava como uma espécie de distribuidora de peixes para o comércio atacadista e varejista.
No local, os policiais fizeram a prisão em flagrante de três pessoas, que trabalham como atravessadores de pescado. Segundo os policiais, dois dos detidos buscavam o pescado em áreas indígenas da região de Barra do Bugres e repassavam ao dono do imóvel, Belmiro Catarino da Silva.
No porta-malas de um veículo foram apreendidos mais de 200 quilos, que tinham acabado de chegar ao atacadista. Foram encontrados 22 Pintados, que pesados totalizaram 209,5 quilos, e duas Cacharas (4,5 kg). Outra parte estava em uma câmara fria, distribuídos em carrinhos e bacias, já sem as cabeças, cortados em filés e postas, para revenda em restaurantes, hotéis, mercados, entre outros estabelecimentos.
Conforme a Dema, o atravessador atacadista comprava o pescado pelo valor de R$ 10, o quilo, e revendia por R$ 28, o quilo de pescado. Os peixes foram medidos e pesados por peritos da Politec que estiveram no local.
O delegado Gianmarco Paccola Capoani, responsável pelo flagrante, informou que os suspeitos foram autuados por crimes de receptação qualificada e associação criminosa. "Três pessoas com vínculos e que atuam habitualmente na prática de crimes contra a fauna", justificou.