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Pedro Taques critica pedido de rival para afastar secretário do Governo

por GazetaMT

27 de Outubro de 2016, 07h24

Pedro Taques critica pedido de rival para afastar secretário do Governo
Pedro Taques critica pedido de rival para afastar secretário do Governo

O governador Pedro Taques (PSDB) criticou duramente a decisão do candidato a prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), de ingressar com pedido no Tribunal de Justiça (TJ) para afastar provisoriamente o secretário de Estado de Segurança Pública, Roger Jarbas, até a conclusão do processo eleitoral. O peemedebista alega parcialidade do secretário que estaria manifestando sua preferência de votar em seu adversário, Wilson Santos (PSDB), nas eleições do segundo turno programada para o dia 30 de outubro.

Como o secretário de segurança pública atua como chefe da Polícia Civil e Polícia Militar, poderia influenciar no pleito eleitoral em favor de seu adversário. Em solenidade que realizou para entrega de ambulâncias a municípios do interior de Mato Grosso na manhã de ontem na Arena Pantanal, Taques insinuou que Emanuel Pinheiro tem medo de ser preso.

Por isso, pediu o afastamento do secretário de segurança. "Ele pode pedir o que quiser e de quem quiser. Mas quem pede a saída de secretário de Segurança é porque tem medo de ser preso", disse.

Taques ainda comentou rapidamente a decisão do candidato a prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB), que tem seu apoio, de denunciar a suspeita de um esquema de corrupção que atingiria diretamente o candidato Emanuel Pinheiro e seus familiares. A denúncia diz respeito a um recebimento de propina de R$ 4 milhões para articular a concessão de um incentivo fiscal a empresa Caramuru Alimentos S/A.

De acordo com a denúncia, a cunhada de Emanuel Pinheiro, Bárbara Pinheiro teria recebido R$ 4 milhões da empresa para prestar "consultoria" e fazer lobby para o andamento célere do enquadramento da Caramuru no programa de incentivos no valor de R$ 400 milhões em benefícios fiscais, "ad referendum", sem passar anteriormente pela avaliação do Conselho de Desenvolvimento Econômico, o Cedem, que era presidido à época pelo então secretário de Indústria, Comércio e Mineração, Allan Zanata, indicado ao cargo por Emanuel Pinheiro e pelo senador Wellington Fagundes (PR), na época deputado federal. Na denúncia apresentada por Wilson Santos à Delegacia Fazendária (Defaz), Bárbara Pinheiro, cunhada de Emanuel, teria confessado o esquema e que o próprio parlamentar tinha ciência da irregularidade.

 

Com informações FolhaMax