Arquivamento de projeto sobre venda de bens públicos abre caminho para discussão de'problemas reais'
27 de Novembro de 2012, 07h54
Apesar de tardia, foi prudente a decisão tomada ontem (26) pelos vereadores de arquivar o polêmico projeto que pretendia mudar a Lei Orgânica para liberar a alienação de bens do município por prefeitos em fim de mandato.
Mesmo com muita pressão contrária, sete deles preferiram não atropelar os dois pareceres jurídicos que recomendavam a manutenção da lei - poupando a população, e suas próprias histórias pessoais, desse dissabor.
Dizem que a Prefeitura ainda poderá insistir no caso, enviando um novo projeto com o mesmo teor para análise no Legislativo. A coluna não duvida, mas espera que isso não aconteça.
Se bem pensar, o grupo que detém o poder no município deveria direcionar suas energias para resolver os problemas que realmente afligem a população, ao invés de investirem em leis que foram criadas a bem do serviço público.
Sugerimos inclusive que eles comecem cobrando os repasses que o Governo do Estado se recusa a regularizar ou apurem o que de fato está por trás dos péssimos serviços prestados em áreas essenciais,como a Saúde e o Saneamento.
Tudo bem que já estamos em fim de mandato. Mas nunca é tarde para que os homens públicos tentem demonstrar que colocam os interesses públicos acima dos desejos pessoais. É pedir muito?