Sem investigação, distribuição de casas populares em Rondonópolis continua sob suspeita

por GazetaMT

27 de Novembro de 2013, 11h26

Sem investigação, distribuição de casas populares em Rondonópolis continua sob suspeita
Sem investigação, distribuição de casas populares em Rondonópolis continua sob suspeita

Pau que nasce torto, não cresce direito. O velho ditado popular aplica-se como uma luva no caso do residencial João Antonio Fagundes. O processo de seleção, realizado no apagar das luzes do ano passado, foi marcado por suspeitas desde o princípio. Os boatos davam conta que os beneficiados foram definidos com critérios políticos, inclusive com indicações de vereadores e deputados ligados ao grupo que estava no poder (PR/PMDB).

A divulgação da lista no diário oficial, em dezembro de 2012, também não cumpriu as normas técnicas e, com tantas irregularidades, surpresa seria não termos a avalanche de denúncias agora registradas.

Sobre o assunto vale dizer que todos têm culpa no cartório. A antiga administração é a maior responsável, pela obscuridade com que tratou o assunto. Mas a Caixa Econômica Federal também errou por ter aceito a relação dos beneficiários sem fazer as checagens devidas (muito estranho...).

No caso da atual administração o erro foi um só: não ter exigido que a Polícia Federal entrasse no caso para apurar a chamada 'Máfia das Casas Populares', que atuou na cidade nos últimos anos. Mas ainda há tempo para reparar esse erro.

Aliás, o Buxixo considera que enquanto não houver um esclarecimento sobre os escândalos, registrados nas duas gestões anteriores, todos os processos de distribuição de casas populares no município continuarão sob suspeita.

Afinal, quem nos garante que a tal máfia ainda não está por aí?