Patrimônio Público

Polícia Civil prende homem que ateou fogo em viatura

Antes de concretizar o plano, o criminoso, deixou uma carta em que fazia ofensas aos policiais.

por GazetaMT

27 de Novembro de 2015, 07h16

Polícia Civil prende homem que ateou fogo em viatura
Polícia Civil prende homem que ateou fogo em viatura

O criminoso que ateou fogo em uma viatura da polícia e atentou contra o prédio da Delegacia de Terra Nova do Norte (675 km ao Norte) foi preso pela Polícia Judiciária Civil, na quarta-feira (26.11), no município. Antes de concretizar o plano criminoso, Douglas Bueno dos Santos, 21, deixou uma carta, em que fazia ofensas aos policiais e falava como cometeria o crime.  

Quinze dias antes da ação, o suspeito foi preso por tráfico de drogas e teve seu aparelho celular apreendido, fato que teria motivado o crime. Após ter a autoria identificada, Douglas foi autuado em flagrante pelos crimes de incêndio doloso, dano ao patrimônio público, tentativa de incêndio em edifício público, ameaça e desacato.  

A ação criminosa aconteceu na madrugada de quarta-feira (25), por volta de 5 horas, quando o suspeito passou em frente a delegacia e jogou uma garrafa com o explosivo conhecido como "coquetel molotov". A substância atingiu a carroceria da viatura da delegacia, uma caminhonete Mitsubish L200, que imediatamente começou a pegar fogo.   Ao ouvir a explosão, o policial plantonista saiu da unidade policial e foi surpreendido pelo fogo e imediatamente começou a tentar conter as chamas.

O fogo levou cerca de 20 minutos para ser controlado. Segundo os técnicos da perícia, ao tentar apagar as chamas, o policial correu risco de vida, uma vez que o tanque de combustível da caminhonete poderia ter explodido e o fogo se espalhado para o prédio da delegacia.   Logo pela manhã, toda equipe da Delegacia de Terra Nova do Norte se reuniu para fazer um levantamento de informações e chegar ao autor do atentado. O nome do suspeito foi apontado por unanimidade pelos policiais.

O acusado foi detido e encaminhado a delegacia para prestar esclarecimentos.   Inicialmente, Douglas negou envolvimento com o incêndio, mas depois decidiu confessar a autoria da ação criminosa. Segundo o suspeito, ele queria fazer uma represália contra a Polícia Civil, pela sua prisão há 15 dias e apreensão do sue aparelho celular. Em buscas na casa de Douglas, policiais encontraram uma carta destinada ao pai, em que fazia ofensas aos policiais e relatava detalhes da ação criminosa, além de um pedaço de pano utilizado na confecção do coquetel molotov.  

Após a prisão o suspeito foi encaminhado para Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo.