REFORÇO

Unidades penitenciárias recebem filhotes de cães para reforçar segurança

A PCE doou sete filhotes nascidos na unidade para outras unidades de segurança pública

por Redação com assessoria Sesp/MT

27 de Novembro de 2017, 07h33

Unidades penitenciárias recebem filhotes de cães para reforçar segurança
Unidades penitenciárias recebem filhotes de cães para reforçar segurança

No total, foram doados sete filhotes da raça pastor belga de Malinois para os canis da segurança pública estadual. Foto: divulgação Sejudh-MT.Os canis das unidades prisionais de Barra do Garças (MT), Cáceres (MT) e Campo Novo do Parecis (MT) receberam, na última sexta-feira (24), da Penitenciária Central do Estado (PCE) a doação de um filhote de cão para cada unidades. Já o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar recebeu três animais e o Canil Integrado da fronteira, em Pontes e Lacerda (MT), recebeu um filhote. No total, foram doados sete filhotes da raça pastor belga de Malinois para os canis da segurança pública estadual.

Os agentes das unidades prisionais que receberam os filhotes passaram por um curso de técnica de condução e adestramento de cães, desenvolvido pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, no qual se formaram 31 profissionais no mês de outubro deste ano. O curso foi o primeiro no país a ser ofertado a agentes penitenciários.

"O emprego de cães conduzidos por profissionais com prática e conhecimento tem um resultado bastante satisfatório nas atividades de segurança no sistema penitenciário" destacou o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores.

Participaram da entrega servidores da Penitenciária Central, Sindicato dos Servidores Penitenciários e agentes de unidades do interior.

Canil da PCE

Os cães doados são filhotes da cadela Rajada, também da raça belga de Malinois, que pertence ao canil da PCE e tem outros quatro animais - Thor e Luky, são pastores alemães; e Hunter e Kiara são belga de Malinois.

Os animais do canil da PCE são empregados em operações de revista na penitenciária e a equipe de agentes é formada em adestramento. Todos os cães são treinados para detecção de entorpecentes, celulares, guarda e proteção atuando também fora da penitenciaria e em apoio a outras instituições como as Delegacias Especializadas de Repressão a Entorpecentes e a de Roubo e Furto de Veículos.

O coordenador do canil, agente penitenciário Jeziel Marques, explica que o treinamento dos cães é realizado no próprio canil e quando necessário em ambientes externos, os treinos são individuais. Cada condutor trabalha com seu cão. "Em grupo, quando o treinamento exige a participação de mais pessoas, as duplas são parceiras que treinam e trabalham juntas sempre".

Jeziel destaca ainda que o emprego de cães no ambiente penitenciário será vantajoso desde que as condições técnicas sejam adequadas, pois um cão representa em média 10 agentes, dependendo do tipo de operação realizada. "O cão facilita a ação do agente quando desenvolvida em locais de difícil acesso, como varreduras dentro das celas. Além disso, o cão tem um faro apurado que auxilia com maior êxito em determinadas missões".

O Sistema Penitenciário possui canis em três unidades, na PCE, em Cuiabá (MT); Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis (MT) e cadeia pública de Barra do Garças. Outras unidades estão em fase de implantação dos canis como Cáceres e Campo Novo do Parecis.