CIRCO DO RGA

Fórum sindical se reuni para discutir decisão do TCE sobre pagamento de revisão

Em assembleia extraordinária, conselheiros decidiram liberar o Poder Executivo a pagar apenas 2%, do RGA aos servidores públicos.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

27 de Novembro de 2018, 10h58

Fórum sindical se reuni para discutir decisão do TCE sobre pagamento de revisão
Fórum sindical se reuni para discutir decisão do TCE sobre pagamento de revisão

Reprodução

Após a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) em liberar o Governo do Estado a pagar apenas 2% dos 4,19%, da dívida da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores, o presidente Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves, convocou uma assembleia para discutir quais estratégias serão tomadas para exigir do Executivo o pagamento do benefício.

Para o sindicalista, a votação realizada pelos conselheiros nesta segunda-feira (26), foi " um grande circo que a gente assistiu na platéia a apresentação de alguns atores".

Uma assembleia geral com os servidores públicos do Estado deve ser realizada por volta das 14h, desta terça-feira (27).

Após um longo debate os conselheiros votaram pela concessão da RGA, considerando o princípio da isonomia, já que os Poderes Legislativo e Judiciário também concederam a revisão aos seus servidores, em índices que variaram de 1% a 2%.

Para Oscarlino, a decisão dos conselheiros é negativa e pode desmoralizar as instituições de Poder no Estado.

"Para nós, é um grande risco da desmoralização completa das instituições de Poder no Estado. Escutamos absurdos nesta sessão do Tribunal de Contas. O governo mostrou um projeto de lei, a assembleia aprovou, fez previsão orçamentária e agora chega no final do governo e fala que não vai pagar. Onde estava o TCE há 14 anos para contestar esta lei?”, questionou.

Ainda conforme decisão do TCE, os conselheiros consideraram ainda a situação fiscal do Estado de Mato Grosso, que pelas contas do TCE já ultrapassou o limite prudencial de gastos com pessoal e, de acordo com os dados utilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), já teria ultrapassado inclusive o limite máximo de gastos com folha.

“O que revolta é que o chicote só come no lombo dos servidores públicos do Estados, todos os outros já receberam seus direitos”, criticou sindicalista.

No início do mês, o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma) e a Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT) ingressaram com dois mandados de segurança junto ao Tribunal de Justiça, para obrigar o Governo do Estado a pagar o RGA.

“Estamos na expectativa que o mandado de segurança nos de um ganho de causa. Temos perspectiva que o MP seja favorável a decisão e expectativa de receber os 4,19% de reajuste", declarou Oscarlino.

A categoria ainda não descartou uma paralisação geral dos servidores em Mato Grosso.