CRIME CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Alerta é divulgado pela Polícia Civil sobre falso "curandeiro"

O suspeito geralmente entra em contato com vítimas do sexo feminino afirmando que foi contratado para fazer um trabalho espiritual

por Redação com assessoria PJC/MT

27 de Novembro de 2018, 13h32

Alerta é divulgado pela Polícia Civil sobre falso "curandeiro"
Alerta é divulgado pela Polícia Civil sobre falso "curandeiro"

A Gerência de Combate aos Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), da Polícia Civil de Mato Grosso, investiga a ação de um falso curandeiro que ameaça menores de idade a enviarem fotos e vídeos íntimos para não serem amaldiçoados. O suspeito geralmente entra em contato com vítimas do sexo feminino, por meio de aplicativo de mensagens (whatsapp), afirmando que foi contratado para fazer um trabalho espiritual contra a criança ou adolescente.  

Segundo as investigações, o autor da mensagem diz que vai fazer a vítima ficar paraplégica e perder todo o cabelo. O investigado então declara que se a menor enviar fotos e vídeos íntimos não fará o feitiço.

Em Várzea Grande (MT), o delegado da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso, Claudio Álvares de Sant'anna, afirma que já foram identificados 10 casos desse tipo de ação no município. Também foram registrados casos similares em outros locais da Baixada Cuiabana e também em cidades do interior mato-grossense.

"As investigações estão bem adiantadas, mas para evitar prejuízo no andamento dos trabalhos, maiores detalhes não poderão ser repassados nesse momento", explica o delegado.

A prioridade é a breve identificação e prisão do suspeito que deve responder, a princípio, pelos crimes de constrangimento ilegal e ainda por "receber e ter armazenado fotos e vídeos de criança e adolescentes em situação de nudez", previsto no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).

Orientação

Um diálogo franco e aberto entre os responsáveis pelo cuidado de crianças e adolescentes é uma importante ferramenta para proteção, segundo o delegado Claudio Sant'anna. "Por se tratar de vítimas com pouca experiência de vida, elas tendem a acreditar nas ameaças e a obedecer as exigências do suspeito e acabam enviando fotos e vídeos em situação de nudez".

A orientação é que crianças e adolescentes sejam ensinadas, pelos seus pais e responsáveis, a nunca fornecer qualquer tipo de dado (como documentos, nomes, endereços) e também a jamais ceder às exigências ou chantagens, especialmente por meio de ligação telefônica ou aplicativo de mensagens (whattsapp).

"Os responsáveis também devem ficar atentos para controlar o acesso dos filhos ao computador, celulares e às redes sociais. Pela segurança dos filhos, os pais precisam monitorar o que criança ou adolescente está acessando na internet, e com quem está se relacionando", ressalta.

As Delegacias de Defesa da Criança e Adolescente da região metropolitana e unidades do interior de Mato Grosso também trabalham no caso.