ESCOLA SEM PARTIDO

Sobre Educação, Medeiros acredita em doutrinação e defende fim de progressão continuada

por GazetaMT

27 de Novembro de 2018, 09h21

Sobre Educação, Medeiros acredita em doutrinação e defende fim de progressão continuada
Sobre Educação, Medeiros acredita em doutrinação e defende fim de progressão continuada

O senador mato-grossense José Medeiros -Podemos apresentou nesta semana relatório favorável ao projeto de Lei Complementar 127/2017, que encerra a aprovação automática de alunos do ensino fundamental e médio mas escolas públicas do Brasil. A matéria está na pauta de votação da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

Também conhecida -outrora- como progressão continuada, a aprovação automática foi implementada principalmente pelos governos tucanos do PSDB em São Paulo, no início da última década. Na época, a medida tida como pioneira se espalhou por outros Estados.

Bem da verdade, mera falcatrua para baixar os índices de reprovação e maquiar a péssima Educação oferecida pelos agentes públicos de bico cumprido em terras paulistas. Ainda da implantação, a questão jamais fora discutida com especialistas em Educação, professores da rede ou pais de alunos. Em resumo, nunca se tratou de ensinar, mas, sim, de politicar.

Pois bem, Medeiros defende o fim da tal aprovação. "A progressão continuada foi implementada no Brasil sem que houvesse uma mudança estrutural e pedagógica no sistema que sustentasse esse modelo. Ela se transformou em aprovação automática dos alunos, que avançam os ciclos sem estarem prontos, até que terminem seus estudos sem estarem preparados para o mercado de trabalho e para a vida", criticou.

Ponto para o senador. No quesito 'baixo nível da escolaridade nacional', a coluna há de concordar.

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Não menos importante, o mesmo Medeiros se posiciona em favor do tal projeto Escola Sem Partido, uma suposta defesa da democracia e da diversidade dentro das escolas, partindo do pressuposto de que devem ser defendidas mesmo que por decreto. Nas salas de aula, teorias comunistas estariam prejudicando ainda mais nossos alunos.

Pensemos: professor de escola pública, com o salário ridículo que ganha e que não detém de estrutura mínima onde atua -como carteiras, materiais básicos e até merenda -  não consegue fazer com que alunos adolescentes, afetados pelo já citado baixo nível escolar, se prendam à Matemática, regras de Português ou noções de Geografia, mas, mesmo assim, tem conseguido impor pautas e ensinamentos de Karl Marx, Lênin e outros tantos esquerdistas que rebelam passivos jovens contra o bem-estar da pátria. 

Vá entender...