FRAUDES EM CUIABÁ

Delegada comenta operação da Defaz; alvos são das gestões Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro

A Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública da Polícia Civil deflagrou hoje a operação Ippon

por De Rondonópolis MT - Robson Morais / Colaborou - Daffiny Delgado

27 de Novembro de 2018, 14h42

Delegada comenta operação da Defaz; alvos são das gestões Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro
Delegada comenta operação da Defaz; alvos são das gestões Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro

A delegada Maria Alice, da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública da Polícia Civil -Defaz deu novos detalhes da operação Ippon, deflagrada na manhã desta terça-feira (27), em Cuiabá. Ao todo, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital.

Os alvos da operação são documentos que atestam a prestação de contas relacionadas a convênios firmados entre os anos de 2014 a 2017, supostamente fraudados. O esquema, segundo a denúncia, engloba as gestões de Mauro Mendes -DEM e Emanuel Pinheiro -MDB frente à Prefeitura.

“O que nós temos aqui é uma empresa de fachada com um objetivo específico de fraudar convênios e obter vantagem ilícita”, disse delegada.

Os convênios se destinariam prestação de serviços sociais, a cargo do Instituto Mato-grossense de Artes, Cultura e Desporto, além de uma empresa de fachada que atua no Ginásio Dom Aquino Correa.

As parcerias foram firmada junto à Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Humano do município de Cuiabá. "O dinheiro foi desviado. O convênio foi firmado mas, o recurso não foi empregado com essa finalidade. Precisamos reunir os documentos para atestar e somar o prejuízo, recolher os processos e prestações de contas pra ver o que efetivamente aconteceu", disse a delegada.

Em entrevista, Alice frisou "não fazer conjecturas" quanto ao conhecimento ou mesmo participação por parte de agentes públicos no esquema. A atual responsável pela Secretaria é a atual primeira-dama Márcia Pinheiro. Virgínia Mendes, esposa de Mauro Mendes, também atuou na secretaria.

"Pelo que nós temos, o conhecimento é quando a empresa de fachada montada para tirar vantagens ilícitas, mas não se pode neste momento relacionar os fatos à secretária", continua a delegada. Até o momento, a cifra do prejuízo, segundo as investigações, se aproximam dos R$314 mil.